| C H A R I S – O C O R R E I O D A G R A Ç A |
– ÍNDICE:
– PREFÁCIO
– A FAMÍLIA
– O MARIDO
– A ESPOSA
– OS FILHOS
– O SEXO
– A PROMESSA
PREFÁCIO
A família é uma instituição divina, portanto, só Deus, pelo Seu Espírito, pode nos instruir acerca dela.
Nestes últimos dias temos recebido instruções gloriosas de Deus para nós, que devem uma a uma serem diligentemente observadas (Salmo 119.2-3. Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que a edificam, diz o Senhor (Salmo 127.1). Nossa casa deve ser edificada pelo Senhor, e Ele é o único que pode nos ensinar o que é útil, e o caminho que devemos andar (Isaías 48.17).Todos os seus santos estão nas suas mãos, e cada um receberá das suas palavras, diz o Senhor (Deuteronômio 33.3).
Para estes dias, Deus nos diz: “Ajunta-me este povo, e os farei ouvir as minhas palavras, e aprendê-las-ão, para me temerem todos os dias que na terra viverem, e as ensinarão a seus filhos” Deuteronômio 4.10. Deus ainda nos diz: “Porque esta Palavra não vos é vã, mas é a vossa vida” Deuteronômio 32.47. “Buscai no livro do Senhor e lede, porque nenhuma destas coisas falhará, nem uma nem outra faltará, porque é a boca dele que a ordenou, e é o seu espírito que as ajuntou” Isa 34.16.
O que podemos dizer, é que não se esqueçam da instrução do Senhor, e o teu coração guarde os seus mandamentos; porque eles te darão longura de dias e anos de vida e paz. Não se afaste de ti a benignidade e a fidelidade; ata-as ao teu pescoço, escreve-as na tábua do teu coração; assim acharás favor e bom entendimento à vista de Deus e dos homens. Confia no Senhor de todo o teu coração, e não te estribes no teu próprio entendimento. Reconhece-o em todos os teus caminhos, e Ele endireitará as tuas veredas. Não sejas sábios aos teus próprios olhos; teme ao Senhor e aparta-te do mal. Isso será saúde para a tua carne, e refrigério para os teus ossos.
Feliz é o homem que acha a sabedoria do Senhor, e o homem que adquire o Seu entendimento; pois melhor é o lucro que ela dá do que o lucro da prata, e a sua renda do que o ouro. Mais preciosa é do que as jóias, e nada do que possas desejar é comparável a ela. Os seus caminhos são caminhos de delícias, e todas as suas veredas são paz.
Que Deus faça resplandecer o Seu rosto sobre ti, e tenha misericórdia de ti, e te abençoe. Ouça ainda a sua voz: “Ó vós todos os que tendes sede, vinde às águas, e os que não tendes dinheiro, vinde, comprai, e comei; sim, vinde e comprai, sem dinheiro e sem preço, vinho e leite. Inclina os vossos ouvidos e vinde a mim; ouvi, e a vossa alva viverá” Isaías 55.1, 3. Amém!
A FAMÍLIA
Deus criou duas instituições na terra: a família e a Igreja. Trataremos nesta oportunidade da família, pois, a igreja não poderá estar bem se não estiver bem a família. Uma coisa é segmento da outra, e também porque na terra a família foi a primeira a ser instituída por Deus, apesar de ela ser uma figura do que havia de vir (Gen 1.27-28).
Temos visto que a primeira obra de santificação que Deus tem feito em seus filhos é com respeito à família. Todas as vezes que vemos pessoas crendo, e sendo regeneradas por Deus, logo vem a mente participar de uma igreja, mas esta não é a primeira necessidade de um filho de Deus, mas de aprender com Deus a relacionar-se com sua família, quer seja como marido, mãe, filho, nora, genro, sogra ou sogro.
Tenho plena convicção de que conforme a vida dos membros da Igreja de Deus forem sendo organizadas, a vida da Igreja também o será na mesma proporção. Lembrando também, que a família não se estende somente à Igreja, mas também à sociedade. A Igreja primitiva caia na graça de todo o povo, porque partia o pão nas casas, e tinham alegria e singeleza de coração (Atos 2.46-47). A sociedade também é uma extensão da família, portanto, família santa, Igreja santa e sociedade sendo santificada pelo convívio com os seus santos.
Portanto, devemos viver a Palavra de Deus, tanto quanto falamos e ouvimos dela. A vivificação da Palavra de Deus em nós é sinal da operação da vida de Cristo. Estamos nos tempos angustiosos em que a Palavra se refere (II Tim 3.1). A visão da Igreja está totalmente destruída, aos poucos o Senhor tem restaurado o seu testemunho, mas agora, Satanás está acabando com o conceito da família. No mesmo capítulo 3 de II Timóteo, vemos nos versos 2 e 3, que muitas das características ali citadas estão muito ligadas a família, tais como: desobediência aos pais e mães, ingratidão, falta de afeto, falta do amor de filhos para com os pais e dos pais para com os filhos, incontinência e etc…
Sabemos que a iniquidade se multiplicará, e que o homem não tem coração para obedecer, mas aqueles que creem, tem sido instruído qual a maneira que devem andar, para que no tempo que nos resta na carne, não vivamos para a concupiscência dos homens, mas para a vontade de Deus (I Ped 4.2). Deus santifica os filhos, e marido ou esposa incrédulos pelo convívio com algum de Seus filhos (I Cor 7.14). Grande parte das promessas de Deus envolve a família. Temos como exemplos: Noé, Abraão (sendo o pai de todas as famílias da terra (Gen 12.3)), Ló, Jó e muitos outros: “Mas contigo estabelecerei o meu pacto; entrarás na arca, tu e contigo teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos” Gen 6.18.
A família foi criada por Deus, para prefigurar a obra de Jesus e seu relacionamento com a Sua Igreja: “Por isso deixará o homem seu pai e sua a mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à Igreja” Ef 5.31-32. De acordo com a Palavra de Deus, a finalidade principal da família é glorificar e servir a Deus: ” Todos os limites da terra se lembrarão e se converterão ao Senhor, e diante dele adorarão todas as famílias das nações” Sal 22.27 “Porém, eu e a minha casa serviremos ao Senhor” Josué 24.15.
Hoje, o principal pensamento que se tem na vida dos próprios filhos de Deus que ainda estão solteiros, é mais com o casamento do que com a família. É fato que não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas todo aquele que é nascido de Deus, tem também promessas de Deus para que a família O glorifique. Deus é que instituiu a família, e Ele pode perfeitamente nos dar filhos e eles serem Sua herança ( Sal 127.3): “Certamente tornarei a ti no ano vindouro e Sara tua mulher terá um filho” Gen 18.10. Podemos perfeitamente constituir uma família por revelação e promessa, e não conforme aqueles que não conhecem a Deus: pela carne.
É fato que a família não é somente gerar filhos, mas envolve tudo, e queremos com a misericórdia de Deus olhar com os amados em Cristo Jesus desde a espera para a esposa ou esposo vindo de Deus, à graça de Deus para os dois como o sexo, criação de filhos, sustento e etc… Vamos caminhar e ver o que o Senhor tem para nós.
O propósito primário da família para Deus, não está no campo material, mas no espiritual: “Buscai em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas as outras coisas vos serão acrescentadas” Mat 6.33. A família é a garantia de Deus para a proclamação da Sua Graça durante os séculos. Temos na Palavra de Deus, testemunho de uma família bem instruída e outra mal instruída. A primeira é a de Timóteo: “Trazendo à memória a fé não fingida que há em ti, a qual habitou primeiro em tua avó Lóide, e em tua mãe Eunice e estou certo de que também habita em ti… e que desde a infância sabes as sagradas letras, que podem fazer-te sábio para a salvação, pela fé que há em Cristo Jesus” II Tim 1.5; 3.15. A segunda é a do profeta Eli: “Ora, os filhos de Eli eram homens ímpios; não conheciam ao Senhor. Porque já lhe fiz saber que hei de julgar a sua casa para sempre, por causa da iniquidade de que ele bem sabia… (I Sam 2.12, 3.13).
A família, por ser uma instituição divina, começa a ser constituída por Deus antes que ela exista; por isso, a escolha do marido e da esposa é uma determinação divina e não de uma escolha pessoal e carnal: “Casa e riquezas são herdadas dos pais, mas a mulher prudente vem do Senhor” Prov. 19.14. Este exemplo encontramos na primeira família constituída por Deus nesta terra, onde o esposo e a esposa foram criados e unidos pelo Senhor: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” Gen 2.18. Primeiro encontramos a expressão onde Deus não acha bom que o homem esteja só. Isto nos mostra claramente que quem criou a família foi Deus. Em seguida, encontramos a palavra “idônea” ou “idônea”, que reside toda a qualidade do casal e consequentemente da família. Por isso, este é o versículo onde primeiro vamos trabalhar, pois, ele nos traz toda a base de revelação para podermos conhecer como Deus constitui uma família.
O versículo de Gênesis 2.18, nos traz em primeiro lugar, a revelação de que uma família é uma instituição que saiu do coração de Deus, portanto, ela é divina. Deus é a origem de toda bem-aventurança, e o casamento é uma bem-aventurança, é um favor do Senhor: “Quem encontra uma esposa acha uma coisa boa; e alcança o favor do Senhor” Prov 18.22. A vontade de Deus é boa, perfeita e agradável; e ela nos mostra que estar só não é bom somente aos nossos olhos, mas principalmente aos olhos de Deus. Tudo que Deus tinha feito, Ele tinha achado muito bom, mas a única coisa que Ele não achou bom, é que o homem estivesse só. Não é bom o homem estar só, é Deus quem diz, portanto, o casamento não é um problema, mas uma bênção; é um problema para o mundo, por causa da dureza de seus corações (Mat 19.7-8).
Continuando o versículo, vamos encontrar a palavra “idônea” que quer dizer: “alguém que seja segundo o coração de Deus, segundo a Sua vontade, alguém de quem não se possa envergonhar”. Esta idoneidade ninguém possui, é Deus quem nos faz idôneos para sermos participantes da herança dos santos na luz (Col 1.12), por isso, um casamento só é verdadeiro para Deus, quando os dois são regenerados, são feito idôneos por Deus. Podemos então ver neste versículo, que o casamento é uma instituição divina, é uma necessidade para o homem (ou mulher), mas eles devem ser idôneos, isto é, escolhidos por Deus, segundo a sua vontade. Um casal de que Ele não possa se envergonhar, um casal regenerado, nascido de novo.
Em Gênesis 2.21-22, podemos ver que a princípio, o casal existia numa só pessoa. Do homem é que foi formada a mulher. Este também deve ser o princípio de fé de todo aquele que está esperando em Deus para constituir uma família. Podemos ver que a parte que foi tirada dele, deve ser novamente juntada, trazida por Deus: “e da costela que o Senhor Deus lhe tomara, formou a mulher e a TROUXE ao homem”.
É por isso que vemos os casamentos entre os ímpios não darem certo. As partes são trocadas, nunca casam. Seria como um quebra cabeça que se tenta montar com partes trocadas. A expressão é esta: não casam. Nós não sabemos quem é a parte que foi tirada do homem, ou sendo mulher, de quem ela é parte. Só Deus sabe, e só Deus pode TRAZER e juntar as partes para que sejam uma só carne. Este quebra cabeça, só Deus pode juntar, o homem é incapaz.
Estou sendo radical? Este não é meu parecer, mas o de Deus. Rebele-se contra Ele, e esta será a sua derrota. Você nunca saberá o que significa casamento e a bênção que ele traz se descuidar destes princípios divinos. O casamento deve ser constituído por Deus, do contrário será um casamento que nunca casará.
As pessoas que não conhecem a Deus se casam e se dão em casamento (Mat 24.38), mas para os filhos de Deus, o casamento deve ser graça, e para isto, devem esperar inteiramente nela, esperar a revelação. Como para Deus a esposa e o esposo devem ser idôneos, nunca Ele colocará duas pessoas em jugo desigual. Nunca Deus unirá seus filhos com os incrédulos, para Deus isto é uma falta grave: “Não vos prendais a um jugo desigual com os incrédulos” (II Cor 6.11). Este “não” de Deus é definitivo, não existem exceções. Para Deus o casamento é uma figura da união de Cristo com Sua Igreja, e para que isso seja realizado, Ele se entregou por ela, a fim de santificá-la e purificá-la, para que ela se apresente a Ele Igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga; isto é, idônea (Ef 5.26-27). Por ser o casamento uma instituição divina, e a terrena uma figura desta que é celestial, Deus nunca admitirá que este casamento, mesmo que seja aqui na terra, seja em jugo desigual. Para Deus isto significa profanar a Sua santidade: “Judá tem sido desleal, e abominação se tem cometido em Israel e em Jerusalém; porque Judá profanou o santuário do Senhor, o qual Ele ama, e se casou com adoradora de deus estranho” Mal 2.11.
A principal coisa que precisamos entender sobre o casamento, e isto falo a pessoas que são de Deus, e portanto, ouvem as Palavras de Deus, é que o casamento é uma instituição criada por Deus, é graça, e é Ele mesmo quem se encarrega de constitui-la e sustentá-la: “Portanto o que Deus ajuntou, o homem não separa” Mat 19.6. É por isso que Ele não admite a união de duas pessoas que não são regeneradas. Caso fosse possível, não seria um casamento, mas uma divisão. Estes não começariam um casamento, mas uma separação, e Deus não seria insensato a tal ponto. Também é uma tentação pensar que podemos nos casar com uma pessoa não regenerada e depois Deus regenerá-la. Como dizia um irmão, faça isto e você terá com toda a certeza como sogro o Diabo. Podemos sim casar com uma pessoa incrédula na ignorância, mas não na fé. Neste caso só podemos esperar na misericórdia de Deus, mas não podemos saber se os maridos ou as esposas incrédulas serão salvos: “Pois como sabes tu, ó mulher se salvarás teu marido? ou, como sabes tu, ó marido se salvarás tua mulher?” I Cor 7.16. Deus não leva em conta os tempos da ignorância, mas neste caso, não podemos evitar o dano pela ignorância.
Também não deve ser motivo de preocupação, que alguém esteja esperando na revelação de Deus quanto à sua esposa ou esposo, e o outro errar, não esperar, e casar com outra pessoa que não seja a sua parte. Neste caso, Deus é quem cuida e os guarda. Quem nEle crer não será confundido. Vejamos o testemunho de Deus para com Abraão, quando o Rei Abimeleque tomou sua esposa sem saber: “Ao que Deus lhe respondeu ( a Abimeleque) em sonhos: Bem sei eu que na sinceridade do teu coração fizeste isto; e também eu te tenho impedido de pecar contra mim; por isso não lhe permiti tocá-la; agora, pois, restitui a mulher a seu marido” Gen 20.7. Deus nunca permitirá o engano de duas pessoas que esperam nEle com toda a certeza. Neste caso, o noivo deve sempre se colocar diante de Deus com orações e suplicas com ações de graças e esperar naquele que é fiel.
Os que já estão casados, veremos adiante quando tratarmos da vida prática em família. Agora, trataremos com os pais que tem filhos e um dia se casarão, e com aqueles que são solteiros, e temem e tremem da Sua Palavra (Isa 66.2), evitando assim que sofram o dano da ignorância. Casamento não é brincadeira, nem algo que devemos ignorar. Este deve ser um dos principais cuidados dos pais para com seus filhos, depois da necessidade do novo nascimento, porque Deus nos exorta quando diz: “Nem contrairás matrimônio com os filhos dessas nações; não darás tuas filhas a seus filhos, nem tomarás filhas para os teus filhos; pois elas fariam teus filhos desviar de mim” Deut 7.3-4.
Talvez você diga: – “mas tal pessoa não é idólatra. Não importa, Deus diz que toda pessoa não regenerada é um templo de ídolos, portanto, nunca poderá haver consenso com o santuário de Deus (II Cor 6.16). Mas poderão ainda dizer: – “mas meus filhos ainda não são regenerados, como posso evitar que se casem com incrédulos”. É agora que a Palavra de Deus se cumprirá naqueles que disciplinaram seus filhos e os ensinaram no caminho em que devem andar, e aqueles que não disciplinaram, e colherão os frutos da desonra. Pode ser que alguns permaneçam na rebeldia, mas a promessa é que ainda quando forem velhos, não se desviarão da Palavra, e que a correção trará descanso e deleite aos pais (Prov 22.6; 29.15-17). Creio que Deus cumprirá com a Sua Palavra. Tudo o que estamos plantando nos nossos filhos vamos colher.
Na Palavra de Deus encontramos promessas gloriosas para os nossos filhos, e devemos sempre nos lembrar, que o importante é que Deus os ajunte, e não que eles escolham por si mesmos, nem se deixem levar pelas paixões da mocidade. Nós podemos ver na Palavra que isto já aconteceu no passado, e trouxe grande prejuízo para toda a humanidade: “Sucedeu que quando os homens começaram e multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram” Gen. 6.1-2. A Palavra de Deus foi escrita para nosso ensino (Rom 15.4), e ela nos mostra nesta passagem a escolha dos filhos de Deus pelas filhas dos homens e a consequência que isto trouxe a terra (Gen 6.5-7).
Apesar de nossos filhos não serem regenerados, não podemos nos esquecer que o convívio com os pais regenerados, ou mesmo com um dos pais regenerado, os santificam, isto é, os tornam coparticipantes das promessas (I Cor 7.14). Como testemunho, devemos olhar para Abraão em Gênesis 24 do versículo 2 ao 7: “E disse Abraão ao seu servo, o mais antigo da casa, que tinha o governo sobre tudo o que possuía: Ponha a tua mão debaixo da minha coxa, para que eu te faça jurar pelo Senhor, Deus do céu e da terra, que não tomarás para meu filho mulher dentre as filhas dos cananeus, no meio dos quais eu habito; mas que irás à minha terra e à minha parentela, e dali tomarás mulher para meu filho Isaque. Perguntou-lhe o servo: Se porventura a mulher não quiser seguir-me a esta terra, farei então tornar teu filho à terra donde saíste? Respondeu-lhe Abraão: guarda-te de fazeres tornar para lá meu filho. O Senhor, Deus do céu, que me tirou da casa de meu pai e da terra da minha parentela, e que me falou, e que me jurou, dizendo: À tua semente darei esta terra; Ele enviará o seu anjo adiante de ti, para que tomes de lá mulher para meu filho”. Quando ele disse: “à sua parentela”, ele estava cuidando para que não se tomasse mulher que não fosse de sua família, isto é, da família dos filhos de Deus. O servo ficou em dúvida como poderia saber quem era a verdadeira mulher, e Abraão que conhecia as promessas de Deus, lhe disse que o Deus do céu, é que se encarregaria de trazer uma esposa a seu filho. E para que isto acontecesse, Ele enviaria adiante dele um anjo.
É muito glorioso, saber que o Senhor que tem cuidado de nós, tem prazer no casamento, e por isso, Ele mesmo se encarrega de trazer a noiva ao seu noivo e os revelar. A atitude de todo filho de Deus é orar e esperar, como estava fazendo Isaque antes de conhecer sua esposa (Gen 24.63). Nestas passagens, vemos claramente em Abraão e em Isaque, a atitude dos pais para com seus filhos, e a dos filhos para com Deus, ainda que como Isaque, aos quarenta anos (Gen 25.20). Somente os filhos de Deus, ainda mais neste tempo, podem honrar o matrimônio e o leito sem mácula (Heb. 13.4).
Quanto às viúvas, a Palavra de Deus é a mesma. Mesmo que se casem novamente, este casamento deve ser no Senhor (I Cor 7.39). Como a união de Cristo com a Sua Igreja é eterna, para Deus, o casamento também é para toda a vida. Outra coisa muito comum entre os incrédulos, e que a Palavra de Deus não sustenta, é o namoro. Eu já vi até cristãos dizerem que o namoro é necessário para que se conheça o parceiro e assim ver se é de Deus. Isto não tem base bíblica. O namoro é uma invenção dos ímpios, para promover a fornicação. Namoro é uma desculpa dos ímpios para escolherem seus parceiros, porque não creem que Deus é quem faz isto. O que encontramos na Palavra de Deus é noivado, que significa o preparo para o casamento de duas pessoas que já receberam do Senhor a revelação, e agora preparam juntos as condições para estarem o mais breve possível juntos. Aqueles que são mais prudentes, mesmo antes de conhecer a sua noiva, já se preparam, para que no momento que o Senhor revelar o casal, não necessitem de muito tempo para estarem juntos.
As virgens cuidam das coisas do Senhor, em como há de agradar o Senhor. Os casados cuidam das coisas do mundo, em como há de agradar a sua esposa ou seu marido (I Cor 7.32-33). Tudo o que não se conforma a estas sãs palavras, são obras infrutuosas das trevas, portanto, motivo de fuga para os que são moços: “Foge das paixões da mocidade, e segue a justiça, a fé, o amor, a paz com os que, de coração puro, invocam o Senhor (II Tim 2.22). Namoro é coisa para incrédulos, que escolhem para si seus parceiros e se entregam a eles para fornicação e prostituição. A virgindade é agradável a Deus, porque também é uma figura da Igreja esperando seu noivo Jesus Cristo. A virgindade do homem como da mulher, é um voto de santidade e de obediência a Deus: “Porque estou zeloso de vós, com zelo de Deus; pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a ele como virgem pura” II Cor 11.2. Veja que Jesus se guardou e continua se guardando para a seu tempo ter a sua esposa gloriosa, sem mancha nem ruga, que o Pai trará a Ele.
O nosso corpo é o santuário de Deus, e quem o destruir, Deus o destruirá. A virgindade significa manter o corpo puro para ser instrumento de honra a Deus e de Sua Glória. Os jovens não precisam se preocupar com experiência, pois, é a partir do casamento que um começa a conhecer o outro: “Conheceu Adão a Eva, sua mulher (veja que o conhecimento se dá a partir do casamento), ela concebeu e, tendo dado à luz a Caim, disse: Alcancei do Senhor um varão” Gen 4.l. Deitar-se com uma mulher, ou entregar seu corpo a um homem antes do casamento é considerado por Deus um pecado muito grave, é o pecado contra o corpo, o pecado contra o Seu templo: “Ou não sabeis que o que se une à meretriz, faz-se um corpo com ela? Porque foi dito, os dois serão uma só carne. Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” I Cor 6.16-18. Devemos atentar para a diferença que há entre uma meretriz e uma prostituta. A prostituta entrega o seu corpo por dinheiro, mas a meretriz entrega o seu corpo por prazer. Qualquer pessoa que vive na prática do sexo antes do casamento vive num pecado grave, e isto trataremos quando estivermos olhando para o que Deus diz a respeito do sexo.
Creio que já temos uma base bíblica para o noivado, para que não incorrermos no erro dos incrédulos, ou padecermos por falta de conhecimento. Como pudemos ver, o casamento é uma coisa muito séria. Qualquer um pode entrar para ele com muita facilidade, mas não poderá sair dele, do contrário as consequências serão irreparáveis. Casamento não é uma brincadeira de bonecas, onde jovens sem compreensão, se entregam aos sentimentos carnais, mas uma instituição divina, portanto, é por Ele determinado, realizado e sustentado. Como mais um exemplo bíblico, podemos ver a diferença de Isaque que esperou em Deus por sua esposa, tendo seu pai como um intercessor diante de Deus, e Jacó, que trabalhou 14 anos como escravo de seu sogro idólatra, para conseguir casar com uma mulher que ele escolheu e que também era idólatra, que só lhe trouxe problemas (Gen 29 e 30).
Todo aquele que nEle crer não será confundido. A escolha do casal para o casamento é divina, é determinação de um Deus gracioso e Soberano. Se rebelar contra isto, é sofrer todo o prejuízo, e muitos que não tiveram conhecimento disto poderão dar seus testemunhos. Que Deus nos livre e livre os nossos filhos desse erro tão sério, para a Sua própria Glória.
O MARIDO
“Vós, maridos, amai a vossas mulheres,
como Cristo amou a Igreja” Efésios 5.25.
Em continuação aos nossos estudos sobre a família, pedimos a Deus, que nos revele toda a graça sobre este assunto, porque temos visto que todos os filhos de Deus, como também nós, carecemos de revelação e zelo no que diz respeito a família. Mas o Senhor é o que nos ensina o que é útil, e o caminho que devemos andar (Isa 48.17). A filosofia, a ciência, a psicologia não é nada, somente a sabedoria divina pode nos tornar perfeitos, e esta sabedoria divina está expressa em sua Palavra, portanto, é para Ela que devemos atentar.
Como vimos anteriormente, a família é a primeira instituição criada por Deus na terra, com a finalidade principal de glorificá-Lo e servi-Lo. E para que esta família O sirva e O glorifique, ela precisa ser preparada por Ele antes que ela exista.
No capítulo anterior, vimos que o estabelecimento desta família é providência divina, portanto, é por Ele instituída, consumada e sustentada. Vimos também que ela nunca pode ser em jugo desigual, nem pela escolha humana.
Neste capítulo, queremos olhar para a Palavra de Deus, e aprender com o Espírito de Deus o papel do homem na família.
Todo o Reino de Deus é formado de hierarquia de autoridade, seja entre os homens, os anjos, animais, e até entre os demônios. Isto representa que em todos os níveis de Sua criação existem autoridades, e onde existe autoridade, existe submissão. Entre os homens não é diferente, pois, até mesmo o homem Jesus está debaixo de autoridade, bem como o homem, a mulher e os filhos: “Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo homem, o homem a cabeça da mulher, e Deus a cabeça de Cristo” . I Cor 11.3.
A liderança e a autoridade de uma família é do marido, e a submissão da esposa e dos filhos. O que primeiro precisamos entender, é que esta autoridade não é algo constituído pelos homens, mas por Deus em sua Palavra. Toda rebeldia contra este mandamento, não será contra o marido, mas a Deus: “Vós, mulheres, submetei-vos a vossos maridos, como ao Senhor” Ef 5.22. “Filhos, sede obedientes a vossos pais no Senhor” Ef 6.1. Mas uma coisa importante saber é que todo a autoridade verdadeira exercida no universo não é despótica, mas baseada no amor.
Estamos vivendo os tempos angustiosos que a Palavra de Deus diz, pois, os filhos são desobedientes aos pais, e governam suas próprias vidas a seu bel prazer. As mulheres governam a casa e exercem autoridade sobre os maridos. Os homens tornaram-se amantes de si mesmos e amigos dos deleites, e todos sem afeição natural (II Tim 3.1). O pecado trouxe conseqüências graves à raça humana e conseqüentemente à família, portanto, só há um caminho para os filhos de Deus, aceitar a Palavra de Deus como um mandamento do Senhor, que define a natureza desta liderança de uma maneira responsável.
A hierarquia estabelecida por Deus na família, significa que o marido e pai é o cabeça, responsável por tudo que é essencial à família. Podemos definir o pai, como o profeta, sacerdote e rei desta família. Não estamos com isto anulando o sacerdócio real da esposa, nem de algum filho que seja regenerado, mas a responsabilidade do pai como aquele que deve ensinar, interceder e governar sua família. Quando muita gente está procurando revelações grandiosas na Palavra de Deus sobre vários assuntos, e verdadeiramente há muitos, e não desprezamos nenhuma, estão deixando a primeira e principal responsabilidade de todo filho de Deus: cuidar da sua família. “Mas, se alguém não cuida dos seus, e especialmente dos da sua família, tem negado a fé, e é pior que um incrédulo” I Tim 5.8.
Olhando para a figura de Deus como Pai, podemos constatar que Ele não possui um privilégio em governar, mas um grande encargo de responsabilidade. Da mesma maneira, é o pai de família ainda que numa escala bem menor. Governar não é um privilégio, mas um encargo. Privilégio é ser governado, e nisto consiste toda a bênção da esposa que veremos mais a frente. Todos no Reino de Deus exercem autoridade, e todos também exercem submissão, seja dos filhos para com a mãe, da esposa para com o marido, do marido para com Cristo e de Cristo para com Deus. Todos exercem autoridade sobre uns e exercem submissão para com outros. Cada qual como Deus, que está sobre todos, o determinou. Todo o que tem a responsabilidade de governar, deve governar com amor e sabedoria, e todo aquele que se submete, deve se submeter com amor e reverência.
Na família, o pai foi constituído por Deus como o profeta, o sacerdote e o rei, da mesma maneira que Jesus o é para com sua Igreja. Como profeta, é da responsabilidade do pai ensinar a sua casa, e começa pela esposa: “As mulheres estejam caladas nas igrejas; porque lhes não é permitido falar; mas estejam submissas como também ordena a lei. E, se querem aprender alguma coisa, perguntem em casa a seus próprios maridos; porque é indecoroso para a mulher falar na igreja” I Cor 14.34-35, e que se estende aos filhos: “E estas palavras que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em sua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” Deut 6.6-7.
A função do pai como profeta é edificar (ensinar), exortar (repreender), e consolar sua família pela Palavra de Deus. Todo ensinamento, repreensão e consolação que não for feita pela Palavra de Deus não tem validade alguma, pois, só ela é útil para estas coisas, e é a única que tem poder para derrubar os sofismas do mundo, bem como a única que é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração, e trazer fé, e salvação e arrependimento: “Mas o que profetiza fala aos homens para edificação, exortação e consolação. Toda Escritura é divinamente inspirada e útil para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça; para que o homem de Deus seja perfeito, e perfeitamente preparado para toda boa obra. Porque, embora andando na carne, não militamos segundo a carne (pelos métodos humanos), pois as armas da nossa milícia não são carnais, mas poderosas em Deus, para demolição de fortalezas; derribando raciocínios e todo baluarte que se ergue contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência a Cristo. Porque a Palavra de Deus é viva e eficaz, e mais cortante do que espada alguma de dois gumes, e penetra até a divisão da alma e do espírito, e de juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração. Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus” (I Cor 14.3; II Tim 3.16; II Cor 10.3-5; Heb 4.12; Rom 10.17).
A primeira característica de um profeta é ser cheio do Espírito Santo e guiado por Ele, pois, sem esta suficiência um pai não poderá governar sua casa: “Escolhei, pois, irmãos, dentre vós, sete homens cheios do Espírito Santo e de sabedoria, aos quais encarreguemos deste serviço” Atos 6.3. É fato que estes irmãos estavam sendo encarregados de outro serviço, mas quem não sabe governar a sua própria casa, como poderá cuidar da igreja de Deus? (I Tim 3.5).
A segunda característica de um profeta é ser vigia de seu povo. O pai como profeta deve vigiar sobre a sua casa, para que diante de qualquer perigo, toque o alarme, e dê aviso: ” Filho do homem, eu te dei como atalaia (sentinela, guardião, vigia) sobre a casa de Israel; quando ouvires uma palavra da minha boca, avisá-lo-ás da minha parte” Eze 3.17.
A terceira característica de um profeta é ser fiel a Deus. O pai como profeta deve ser fiel a Deus em sua casa, independente se sua esposa e seus filhos são ou não regenerados. Ele sempre deve falar-lhes a Palavra de Deus, quer ouçam quer deixem de ouvir, e dar o exemplo a seus filhos em tudo: “Mas tu lhes dirás as minhas palavras, quer ouçam quer deixem de ouvir” Eze 2.7.
A quarta característica de um profeta é que ele seja sincero e verdadeiro. O pai como profeta deve ser sincero para com sua família e sempre verdadeiro. Ninguém é um bom governante se não governa com a verdade, e para isto, não se pode dar a aparência dos homens: “Mestre, sabemos que és verdadeiro, e que ensinas segundo a verdade o caminho de Deus, e de ninguém se te dá, porque não olhas a aparência dos homens” Mat 22.16.
Nós teríamos muitas outras características que poderíamos numerar, mas as principais características do pai como profeta é ensinar, corrigir e consolar sua família com a Palavra de Deus, e ser cheio e guiado pelo Espírito de Deus. Tornar-se uma torre de vigia, para ao primeiro sinal do inimigo, dar aviso a sua família. Como também ser fiel, sincero e verdadeiro. Que maneja bem a palavra da verdade, apto para ensinar, com todo amor e sabedoria. Todos nós aprendemos com Deus, quer seja o marido, a esposa ou os filhos, mas Deus deu ao pai a responsabilidade de profeta para com sua família, portanto, é dele a responsabilidade de ensinar tanto a esposa como aos filhos, e cabe a Deus revelá-los.
A função do pai como sacerdote, é ministrar as coisas consagradas e ser o mediador entre Deus e sua família. É da responsabilidade do pai como sacerdote, ministrar as coisas consagradas a Deus, como as orações, as ofertas, as ofertas, as ações de graças e etc… de sua família. A outra responsabilidade do pai como sacerdote, mesmo que sua esposa e seus filhos sejam regenerados, é de se colocar como mediador, na brecha pela sua casa: “Tendo ele pedido luz, saltou dentro e, todo trêmulo, se prostrou ante Paulo e Silas e, tirando-os para fora, disse: Senhores, que me é necessário fazer para me salvar? Responderam eles: Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa. Então lhe pregaram a palavra de Deus, e a todos os que estavam em sua casa” At 16.29-31.
Uma necessidade básica do sacerdote é que ele seja regenerado, um sacerdote real, pois, somente uma pessoa regenerada tem as características necessárias de um sacerdote: o Urim e o Tumim, isto é, as luzes e as perfeições, e assim oferecer sacrifícios aceitáveis a Deus por Jesus Cristo: “Também porás no peitoral do juízo o Urim e o Tumim, para que estejam sobre o coração de Arão quando entrar diante do Senhor” Ex 28.30.
A função do pai como rei é governar sua família. É da responsabilidade do pai governar bem sua casa, tendo seus filhos em sujeição com todo o respeito (I Tim 3.4), e também sua esposa, considerando-a como um vaso mais frágil (I Ped 3.7). Cabe ao marido governar sua casa, ainda que não haja plena obediência, isto é, não é por causa da desobediência do povo, que um governante deixara de governar. O pai deve governar sempre, e o deve fazer com mansidão e justiça: “Acaso quem odeia o direito governará?” Jó 34.17.
Todo rei possui um reino, e o reino do marido é a sua casa. Muitos querem reinar em seus trabalhos, na igreja, mas se ele não reinar de fato em sua casa, de nada vale. Um rei que governe bem em outros reinos e se esquece do seu, não vale nada para seu povo. Quem não sabe governar a sua casa não saberá cuidar de mais nada: “(pois se alguém não sabe governar a sua própria casa, como cuidará da igreja de Deus?)” I Tim 3.5.
Governar não é um privilégio como já dissemos, mas uma responsabilidade, uma mordomia. O Senhor requererá da mão do pai de família esta mordomia: “Mas, se aquele servo disser em seu coração: O meu senhor tarda em vir; e começar a espancar os criados e as criadas, e a comer, a beber e a embriagar-se, virá o senhor desse servo num dia em que não o espera, e numa hora de que não sabe, e cortá-lo-á pelo meio, e lhe dará a sua parte com os infiéis” Luc 12.45-46. “É impossível que não venham os tropeços, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos” Luc 17.1-2.
Deus deu ao homem a incumbência de governar sua família, e governar significa corrigi-la, dirigi-la, administrá-la, ter autoridade sobre ela, e regular o seu andamento, e tudo isto com amor, mansidão, ordem, e atenção. Todas estas coisas são frutos do Espírito, e é somente a vida de Cristo que capacita um homem a ser um bom pai. É necessário que quem governe ame a sua casa como Cristo amou a sua igreja e a si mesmo se entregou por ela (Ef 5.25). Seja manso para poder corrigir quando há resistência, e também não tome decisões sem refletir. A mansidão faz aquele que crê não se apressar: “Não é bom agir sem refletir, e o que apressa com seus pés erra o caminho” Pv 19.2. “Aquele que crer não se apressará” Isa 28.16. “Como maçãs de ouro em salvas de prata, assim é a palavra dita a seu tempo” Pv 25.11. Ninguém mede sua autoridade pela altura da voz que tem. A mansidão é necessária porque uma palavra dura sempre suscita a ira, e na ira do homem não opera a justiça de Deus (Pv 15.1; Tg 1.20). Um bom governante é também um bom ouvinte, pois como poderá julgar se não souber a causa. Toda atenção lhe é necessária. Ao que muito é dado, muito também é requerido (Luc 12.48), portanto, foi dado ao pai as primícias, o governo, a autoridade, mas também muito lhe será requerido.
Toda esta prática deve começar dentro de casa, e são nas coisas do dia a dia que observamos isto. Uma coisa muito importante é que a esposa não deve ser intercessora dos filhos junto ao marido. Ela tomar partido a favor dos filhos, mas ser mediadora do marido para com os filhos, como o pai é da família para com Deus. A esposa e os filhos devem aprender que as primícias são do pai, num simples pedaço de frango, a tudo o que possui em sua casa. Os filhos e a esposa não têm o mesmo direito do pai. Tudo o que se tem numa casa pertence ao pai, é assim que Deus diz em sua Palavra: “Como Sara obedecia a Abraão, chamando-lhe senhor (dono de tudo); da qual vós sois filhas, se fazeis o bem e não temeis nenhum espanto” I Ped 3.6. Esse pensamento parece ser machista, mas lembre-se que tudo foi criado por Jesus e para Jesus, mas ele não dizia que nada era seu, mas tudo pertencia ao Pai. A quem honra, honra (Rom. 13.7).
Nas pequenas coisas, e no dia a dia é que nós observamos que os bons costumes se tem corrompido. É fato que estes bons costumes não salvam ninguém, mas eles tornam mais fáceis a compreensão das coisas espirituais para o aprendizado de nossa família. Hoje o pai não tem mais a figura de cabeça como nos tempos antigos, nem é dele as primícias. Tudo hoje está direcionado para os filhos e isto é perverso. Nossos filhos nunca entenderão que Deus é o que governa, e só dEle são todas as coisas, e que é dEle as primícias, se eles não tem como prática observar estas coisas em sua casa, na figura do pai. A vida na família é um exercício das coisas de Deus, e ela também é um instrumento precioso de Deus, para termos nossas faculdades exercitadas para discernir tanto o bem como o mal: “Não vos enganeis, as más conversações, corrompem os bons costumes” I Cor 15.33.
A ESPOSA
“Vós, mulheres, submetei-vos a vossos
maridos, como ao Senhor”Efésios 5.22.
Se há alguém que vive em família a milênios, e pode nos instruir, este é Deus Pai e seu Filho Jesus Cristo na comunhão do Espírito Santo. O maior bem desta família divina é a unidade, e esta unidade é todo o desejo de Deus para os seus filhos em família: “Para que todos sejam um; assim como tu ó Pai, és em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste” João 17.21.
No capítulo anterior, estivemos atentando para a Palavra de Deus, para a função do pai na família. Vimos que é dele toda a responsabilidade do sustento de sua casa, do ensino, da disciplina, da consolação, da vigilância, do sacerdócio e do governo de sua família. O cuidado com sua casa, é a tarefa mais árdua e difícil para todo filho de Deus. Se ele negligenciar isto, sua casa poderá sofrer perdas eternas. Mas o Senhor viu que não era bom o homem estar só nesta empreitada, e fez para ele uma ajudadora que estivesse diante dele (Gen 2.18).
Neste capítulo, veremos com a graça e misericórdia de Deus, a função da esposa como auxiliar do marido nesta tarefa grandiosa.
Em toda a Palavra de Deus, vemos o Espírito Santo lembrar a mulher de sua função junto ao marido, isto é, submissão: “Vós mulheres, sede submissas aos vossos maridos como ao Senhor” Efésios 5.22. Submissão significa que a esposa tem a missão de auxiliar o marido em sua responsabilidade diante de Deus. A missão é do marido, mas a esposa é sua auxiliar mais próximo, e está subordinado ao encarregado da missão. Creio que não é difícil de entendermos qual o papel da esposa quando olhamos para a Igreja de Jesus. A missão, a responsabilidade, o governo, o sustento, a vigilância, o sacerdócio é de Jesus, mas a Igreja, que é sua futura esposa, está empenhada no auxílio a Jesus nesta missão, sendo sujeita à sua autoridade e obra: “Mas assim como a igreja está sujeita a Cristo, assim também as mulheres o sejam em tudo a seus maridos” , “porque primeiro foi formado Adão, depois Eva” (Efésios 5.23; I Timóteo 2.13).
Apesar de ser responsabilidade da esposa auxiliar o marido em sua missão, esta não é a principal função da mulher. A mulher foi criada para o homem e não o homem para a mulher (I Timóteo 2.13), com a finalidade de que ele não ficasse só: “Não é bom que o homem esteja só; far-lhe-ei uma ajudadora que lhe seja idônea” Gênesis 2.18, portanto, a principal função da mulher, e a principal finalidade para que foi criada por Deus é ser companheira do marido, e não deixar o homem só.
Quando olhamos para o padrão de Deus para a vida dos homens e mulheres, vemos quanto o pecado transtornou as coisas. Hoje o que se exalta é o feminismo, a independência da mulher, a auto-suficiência, sendo que tudo isto é perverso a Palavra de Deus. A mulher nunca se sentirá satisfeita, se não descansar, se submeter ao seu marido, e ser seu companheiro e auxiliadora, pois, foi para isto que Deus a criou, ser seu companheiro e auxiliar seu marido na sua missão com a família. Rejeitar isto é rejeitar o plano de Deus e seu propósito.
É interessante notarmos, que em todas as cartas onde se trata dos deveres domésticos, a mulher sempre é a primeira a ser exortada. Na hierarquia de Deus, o homem é colocado como cabeça, mas para Deus, a mulher tem uma das tarefas mais importantes, auxiliar diretamente seu marido nos afazeres domésticos. Por isso, é que a primeira pessoa que o Espírito vem tratar no que concerne aos deveres domésticos é com as esposas (veja Efésios 5.22, Colossenses 3.18 e etc…). Além de esposa, a mulher também tem a árdua tarefa de ser mãe.
A mulher nunca terá o encargo de governar, mas tem o encargo de ser sujeita ao governo de seu marido, pois, esta é uma responsabilidade dele diante de Deus. O marido que não tem uma esposa submissa, além de não ter uma auxiliadora em sua missão, terá um problema a mais para cuidar. As esposas submissas são uma bênção para seus maridos, mas as insubmissas são um terrível problema: “A mulher virtuosa é a coroa do seu marido; porém a que procede vergonhosamente é como apodrecimento dos seus ossos” Prov 12.4. “O que perturba a sua casa, herdará o vento” Prov 11.29. “Melhor é morar numa terra deserta do que com a mulher rixosa (desordeira, briguenta, faladeira, mandona) e iracunda (irracional, nervosa, irada) ” Prov 21.19.
A maior responsabilidade da esposa depois do companheirismo é a missão do seu lar, totalmente sujeita ao governo de seu marido. Não é dela a responsabilidade pelo sustento da casa, mas do marido. Ela pode sim trabalhar, mas nunca ser a que sustenta, e sim a que auxilia. Caso seja ela quem esteja fazendo isto, como tudo que vemos hoje, está em contrariedade ao plano de Deus para sua vida. Somente em casos de separação que isto é tolerado, mas isto ocorre por causa da dureza dos corações, e não por causa da vontade de Deus. Os solteiros também são responsabilidades dos pais, e as viúvas e os órfãos de sua família e da Igreja.
Em casos especiais, Deus dará entendimento, mas o plano inicial de Deus para uma mulher, é ser companheira e auxiliar o seu marido nas tarefas de sua casa: “A mulher sábia edifica a sua casa; a insensata, porém, derruba-a com as suas mãos” Prov 14.1.
Cada filho de Deus deve aprender esta vida santa, e ela está na Palavra de Deus. Tanto os maridos como as esposas, os filhos, os servos, e os patrões, necessitam aprender o caminho santo para as suas vidas, e é o Espírito de Cristo, que é o caminho, e o que nos conduz a esta experiência. Este caminho da submissão da esposa, só é possível para a esposa que foi regenerada: “E ali haverá uma estrada, um caminho que se chamará o caminho santo; o imundo não passará por ele, mas será para os remidos. Os caminhantes, até mesmo os loucos, nele não errarão” Isaías 35.8.
Como vimos anteriormente, governar não é um privilégio, mas um encargo de responsabilidade, e este encargo a esposa não precisa carregar. A submissão não é um prejuízo, mas uma bênção quando vista do prisma divino. Não ter que governar é um descanso. Não tem melhor posição do que ser governado. Tem sido um cansaço para as esposas que dominam os seus maridos. Toda desobediência à lei de Deus, terá sua conseqüência. Toda mulher que vai contra esta lei divina, sofrerá o dano da desobediência: “A tua vontade será para o teu marido e ele te dominará” Gen 3.16. Todo o reino de Deus é feito de governo e submissão, mas a submissão é sempre a posição mais privilegiada. A quem é dada a responsabilidade, mais será cobrado.
Tudo o que estamos dizendo, não vem dos homens, mas de Deus. A mulher prudente tem prazer na lei do Senhor, e medita nela de dia e de noite (Sal 1.2), e também tem o cuidado de fazer tudo quanto nela está escrito (Josué 1.8). Toda esposa insubmissa blasfema a Palavra de Deus, e isto deve ser um temor para as mulheres regeneradas: “para que ensinem as mulheres novas a amarem aos seus maridos e filhos, a serem prudentes, honestas, operosas donas de casa, bondosas, submissas a seus maridos, para que a palavra de Deus não seja blasfemada” Tito 2.4-5.
Neste texto, juntamente com provérbios 31, do verso 10 ao 31, vemos vários aspectos desta esposa segundo o coração de Deus. Lembre-se que tudo isto é possível ao que crê, pois, já recebemos de Deus tudo o que diz respeito à vida e à piedade, pelo pleno conhecimento daquele que nos chamou por sua própria glória e virtude (II Pedro 1.3). Mulher virtuosa significa a mulher que tem virtudes divinas, que tem frutos do Espírito, que tem conhecimento de Deus, porque ela é uma figura da Igreja. O primeiro aspecto que encontramos nesta mulher virtuosa é a prudência. Prudência é agir com medida, falar com medida, e esta prudência se alcança pelo conhecimento do Santo Jesus Cristo (Prov 9.10). O princípio da sabedoria é o temor, e o conhecimento do Santo é a prudência. A prudência faz a mulher abrir a boca com sabedoria.
Sendo ela auxiliadora do marido, e capacitada por Deus para enxergar coisas que o marido não enxerga (não estamos com isto falando do sexto sentido da mulher, não cremos nisto, mas num dom de Deus dado pelo Espírito Santo), ela deve ter a prudência no falar para não auxiliar seu marido no erro. A mulher só deve falar com revelação de Deus, do contrário transtornará a vida de seu marido: “O hipócrita com a boca arruína o seu próximo; mas os justos são libertados pelo conhecimento” Prov 11.9. “A mulher virtuosa abre a sua boca com sabedoria, e o ensino da benevolência está na sua língua” Prov 31.26.
A próxima característica da mulher virtuosa é o amor por seu marido e seus filhos. Este não é o amor “Eros”, o amor carnal, mas o amor Ágape, o amor de Deus. Este amor a faz sofrer calada, e a fazer bem a seu marido e a seus filhos e não mal todos os dias da sua vida. A não ser invejosa, a não se vangloriar, a não buscar os seus próprios interesses, mas o que é do marido. Não se irrita, não passa por cima do marido, nem joga seus filhos contra ele. Não dá escândalo, nem é inconveniente. Não tem ciúmes nem pensa mal de seu marido. Não se assenta na roda das fofocas, nem fala de suas intimidades. Não se associa, mas condena as que são insubmissas a seus maridos. Fala com sabedoria da Palavra de Deus, e se alegra com ela. Crê em todas as promessas de Deus para a sua vida e de sua família, espera tudo, e suporta tudo com paciência no Senhor (I Cor 13.4-7).
A mulher virtuosa é uma operosa dona de casa. Nunca come o pão da preguiça, ela trabalha de boa vontade com suas mãos. É econômica, e faz com que o ganho de seu marido seja suficiente. Procura até em lugares distantes o que seja mais barato. Quando ainda está escuro, ela se levanta, e cuida do mantimento de sua casa. Conhece o valor de tudo, e trabalha até tarde se necessário. Mesmo com pouco, tem servas sob seu cuidado. Não se esquece do pobre e necessitado, e supre sua casa de vestes e também dos necessitados. Ela é forte, respeitada e não tem medo do futuro. Quando há necessidades em sua casa, é disposta e animada, e sabe se cuidar para não desprezar seu marido quando ele a deseja. Cuida para não negar-se ao seu marido, para que Satanás não os tente em razão da falta de diligência. Em caso de ira, ela antes que a noite chegue perdoa o seu marido. Ela não dá lugar ao Diabo em seu leito (Efésios 4.26-27). Faz do seu matrimônio uma honra, e de seu leito um lugar sem mácula (Prov 31.10-25; I Cor 7.1-4; Heb 13.4).
Este é um ponto que precisamos destacar, porque muitas mulheres cuidam muito bem de suas casas, seus filhos, pais e mães, mas não se dá conta que sua maior e mais bem-aventurada função é ser companheira de seu marido. O trabalho nunca deve impedir a comunhão; o trabalho não deve ser colocado como prioridade, apesar de muito necessário, não deve ser impedimento para a comunhão e o companheirismo. A mulher virtuosa é casta, e sabe guardar seu corpo e sua nudez para seu marido. Procura vestir-se com decência. Seu adorno não é o enfeite exterior, como as tranças dos cabelos, o uso de jóias de ouro, ou o luxo dos vestidos, mas o do íntimo do coração, num incorruptível traje de um espírito manso e tranqüilo, que é precioso diante de Deus (I Ped 3.1-4).
Nós podemos ver pela Palavra de Deus, que uma mulher se torna preciosa diante de Deus, quando ela adquire pelo Espírito, a experiência de ter um espírito manso e tranqüilo diante de Deus. Mansidão é um fruto do Espírito que traz à mulher uma força controlada, o descanso, a confiança, e a tranqüilidade. Para o mundo isto é loucura, mas para Deus, para o marido, e para os filhos é uma preciosidade: “Levantam-se seus filhos, e lhe chamam bem-aventurada, como também seu marido que a louva, dizendo: Muitas mulheres têm procedido virtuosamente, mas tu a todas sobrepujas” Prov 31.28-29. A mulher virtuosa excede as mais finas jóias. Assim também se adornavam antigamente também as santas mulheres que esperavam em Deus (é necessário observar que mesmo as mulheres que não tinham esposos regenerados, esperavam na promessa de Deus, e ganhavam seus maridos para si (3.1). Elas não olhavam para as circunstâncias, mas para Deus, esperavam em Deus, e estavam submissas a seus maridos. Só é possível estar submissa, e submissão é obedecer, se alguém estiver esperando em Deus ( I Pedro 3.1-6).
Muitos dizem que as mulheres são mais fervorosas que os homens para as coisas de Deus, mas o que acontece é que a mulher é um vaso mais frágil, e quanto mais fraca, mais dependência de Deus se deve ter: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias por amor de Cristo. Porque quando estou fraco, então é que sou forte” II Cor 12.10. A mulher tem um valor tão importante na família, que Deus exorta aos maridos que coabitem com elas com entendimento, dando honra a mulher como vaso mais frágil, e como sendo elas herdeiras da mesma graça da vida, para que suas orações não sejam impedidas. O marido que deixa de observar isto, está negligenciando que Deus pode impedir suas orações (I Pedro 3.7).
Talvez pelo mundo em que vivemos hoje podemos até rir do que está escrito na Palavra de Deus sobre os maridos e as mulheres, mas Deus não muda. O problema é que a iniquidade tem se multiplicado, e isto tem afetado as famílias. Não devemos questionar o que está escrito, mas confrontar as nossas vidas com a Palavra de Deus, e aí vamos ver quão aquém estamos da verdade. O melhor caminho para nós, homens e mulheres é nos arrependermos e honrarmos o matrimônio, e saber que em Cristo o Senhor nos deu tudo para vivermos este padrão da Palavra.
Não estamos falando a nível de mundo, apesar de as vezes ainda não termos a nossa mente renovada, mas ao nível da Palavra de Deus. Para o Senhor a Sua palavra é a verdade desde o princípio, e continuará sendo pela eternidade. Aquele que lhe der ouvidos habitará em segurança, mas aquele que semear na carne ceifará corrupção. Para o Senhor não é melhor ficar só, e quem acha uma esposa, alcança favor do Senhor. Casa e riquezas vem dos pais, mas a mulher prudente vem do Senhor. Só o Senhor pode realizar a benção de fazer de uma mulher caída em pecado, uma nova criatura e uma esposa prudente, e a benção do Senhor enriquece e não acrescenta dores.
OS FILHOS
“Eis que os filhos são herança do Senhor, e o
fruto do ventre o seu galardão” Salmo 127.3.
Neste capítulo, queremos olhar para a Palavra de Deus, esperando inteiramente na graça que se nos oferece na revelação de Jesus Cristo, no que diz respeito aos nossos filhos. Vimos no capítulo anterior que temos promessas grandiosas de Deus para nossa casa, portanto, devemos empregar toda a diligência, e acrescentar à fé a virtude, e a virtude o conhecimento (II Pedro 1.5). Devemos atentar com toda a diligência para as coisas que temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas. Vivemos pela fé, fé nas promessas de Deus que nos traz esperança.
Bom é ter esperança diz o Senhor, e aguardar em silêncio a salvação do Senhor, atentando diligentemente para as ordenanças que o Senhor nos deixou para que sejam cumpridas na vida de nossos filhos, talvez o Senhor, o Deus dos exércitos, tenha piedade do resto de José (Lamentações 3.25, Amós 5.15). Lembremos sempre que para nós os que cremos é a bondade de Deus, porque a severidade é para os que caíram. Nós não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma. Todo aquele que nEle crê não será confundido, com toda a certeza.
Bem, a nossa função não é entrar numa área aonde só a Deus permite. Temos muitos mandamentos do Senhor que devem ser observados um a um para a criação dos nossos filhos. Nenhuma família pode sobreviver sem a submissão da mulher para com o marido, o amor do marido para com a sua esposa, e a obediência dos filhos para com os pais. Se não houver estas três coisas, nenhuma família pode viver bem. Uma casa pode haver obediência dos filhos e amor do pai, mas se não houver a submissão da mulher não poderá andar bem. Assim será com qualquer uma das partes. Os nossos filhos devem ser obedientes, senão a família será transtornada, ainda que os pais sejam regenerados.
Será os filhos uma benção ou uma maldição para os pais regenerados? Será que é possível os filhos não regenerados obedecerem a seus pais? Pode pais regenerados conviver com filhos não regenerados e ter uma família harmoniosa? Para encontrarmos estas respostas, precisamos caminhar pela Palavra de Deus e aprender qual deve ser a atitude dos pais para com seus filhos. Como dissemos o Senhor criou a família e também a maneira de edificá-la. Ele nos ensina o que é útil para cada situação e o caminho que devemos andar (Isaías 48.17)). Se observarmos atentamente a Sua Palavra, vamos habitar em segurança, e livres do temor do mal (Provérbios 1.33).
Hoje o método mais apreciado pelo mundo é a psicologia, mas estes padrões humanos estão caindo por terra, face à crescente perversidade dos filhos desta geração psicológica, e por isso estão reavaliando algumas teses, e uma delas é o de voltar a disciplinar os filhos. Para nós, os que cremos, sabemos que a sabedoria do mundo é loucura diante de Deus, e que a Palavra de Deus é a única verdade desde o princípio (Salmo 119.160). Quando amamos o Senhor e obedecemos a sua Palavra, ela fará o que Lhe apraz, e não voltará para Ele vazia (Isaías 55.11).
Filhos são uma benção ou uma maldição para os pais? A Palavra de Deus nos diz em vários lugares, que os filhos são uma benção do Senhor e nunca uma maldição: “Eis que os filhos são herança do Senhor, e o fruto do ventre o seu galardão” Salmo 127.3. O filho é uma benção quando se guarda a Palavra de Deus: “Bendito o fruto do teu ventre, e o fruto do teu solo, e o fruto dos teus animais, e as crias das tuas vacas e das tuas ovelhas” Deuteronômio 28.4. Os filhos daqueles que crêem, é a manifestação da bondade de Deus para com eles: “E levantando Esaú os olhos, viu as mulheres e os meninos, e perguntou: Quem são estes contigo? Respondeu-lhe Jacó: Os filhos que Deus bondosamente tem dado a teu servo” Gênesis 33.5. O Senhor considera bem-aventurados os filhos daqueles que são regenerados: “O justo anda na sua integridade; bem-aventurados serão os seus filhos depois dele” Provérbios 20.7.
O que primeiro temos que compreender é que os filhos não são nossos, mas são herança do Senhor colocados aos nossos cuidados, portanto, é responsabilidade dos pais instruí-los, corrigi-los e discipliná-los segundo a Palavra de Deus. Os que assim não procedem, estão colocando tropeços a esses pequeninos e sofrerão o juízo de Deus: “É impossível que não venham os tropeços, mas ai daquele por quem vierem! Melhor lhe fora que se lhe pendurasse ao pescoço uma pedra de moinho e fosse lançado ao mar, do que fazer tropeçar um destes pequeninos” Lucas 17.1-2.
Amor pelos filhos não é dar tudo a eles. Muitos pais querem dar aos filhos aquilo que não tiveram quando criança, contribuindo cada vez mais para a sua perversidade. O que nunca podemos nos esquecer, é que nossos filhos enquanto não receberem de Deus uma nova vida, são pecadores como qualquer um, e somente a observância da Palavra de Deus pode fazer com que tenhamos filhos sábios. Nossos filhos não precisam ser criados nos melhores colégios, ou receberem uma educação européia, ou coisa semelhante, mas serem criados na disciplina e admoestação do Senhor: “E vós, pais, não provoqueis à ira vossos filhos, mas criai-os na disciplina e admoestação do Senhor” Efésios 6.4. Não podemos brincar com o mundo, porque ele jaz no maligno, e o mundo e satanás será desleal com os nossos filhos porque apresentam os seus bens para eles gozarem agora, já.
Em Ezequiel, capítulo 16, verso 49, Deus nos mostra que três eram os pecados da cidade de Sodoma que Deus destruiu, e que também foi encontrado em Israel: Soberba, Fartura de pão, e Próspera Ociosidade. Para completar, eles nunca fortaleceram a mão do pobre e do necessitado. Olhando para os nossos filhos, podemos constatar que soberba é natural num coração pecador. Fartura de pão eles tem tido, porque Deus tem nos abençoado muito, e se não cuidarmos iremos propiciar a cada dia, meios para que nossos filhos fiquem o maior tempo possível sem fazer nada, logo, fazem-se prósperos na ociosidade. Olhando para este quadro de Sodoma, e olhando para a forma como muitos criam os seus filhos poderemos constatar tranqüilamente que a humanidade está sendo preparados para serem os novos moradores de Sodoma.
Fizemos esta analogia, com a finalidade que isto desperte a nós pais para uma maior diligência no cuidado com os nossos filhos, e devemos também lembrar que estamos vivendo os tempos trabalhosos como diz a Palavra de Deus em II Timóteo 3.1-2, porque os homens nestes dias são amantes de si mesmos, gananciosos, presunçosos, soberbos, blasfemos, desobedientes a seus pais, ingratos, sem afeição natural, mais amigos dos deleites do que amigos de Deus. Esta é uma reclamação que temos encontrado nos quatro cantos do planeta, por isso mesmo, este cuidado com os nossos filhos se torna cada vez mais necessário e trabalhoso. Temos que cuidar que os nossos filhos sejam peregrinos e estrangeiros nessa terra, e não corram desenfreados como os demais, mas para isto, nós pais, temos que estar atentos ao ensino do Senhor.
A soberba, um dos pecados de Sodoma, como pudemos ver, é natural no coração de qualquer criança. É nato, não se adquire com o tempo. Soberba é esta altivez, esta arrogância, presunção, estultícia, insensatez que vemos em todas as pessoas: “Pois é do interior, do coração dos homens, que saem os maus pensamentos,… a soberba, a insensatez; todas estas más coisas procedem de dentro e contaminam o homem” Marcos 7.21-23. “A estultícia está ligada ao coração do menino…” Provérbios 22.15. “Porque tudo o que há no mundo, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos e a soberba da vida, não vem do Pai, mas sim do mundo” I João 2.16.
Nestes versículos, encontramos o diagnóstico de Deus, e o único remédio de Deus para esta soberba é colocar limites. O que tem acontecido na maioria dos lares, por isso cresce a soberba dos filhos, é a falta dos pais em colocar limites aos seus filhos. Eles não tem hora para comer, dormir, jogar videogame, brincar e etc…, e isto tem contribuído para o crescimento da soberba dos filhos. Deus em tudo pôs limites, e Ele nos mostra que o limite tem a finalidade de quebrar o orgulho: “E tracei limites ao mar, pondo-lhe portas e ferrolhos, e lhe disse: Até aqui virás, porém não mais adiante; e aqui se quebrarão as tuas ondas orgulhosas?” Jó 38.10-11. Neste versículo, podemos ver que Deus pôs limites ao mar para quebrar o seu orgulho. Tudo Deus pôs limites até mesmo à habitação do homem (Atos 17.26). O maior de todos os limites que Deus pôs, são os tempos determinados por Ele. Ninguém pode adiantá-los ou atrasá-los: “Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo propósito debaixo do céu” Eclesiastes 3.1. Às ondas Deus diz: “Até aqui virás”, e para nós, tudo tem o seu tempo determinado, e para com os filhos não pode ser diferente.
Nunca se quebrará o orgulho, a soberba dos nossos filhos se não houver limites e um tempo determinado para as coisas. O segundo pecado de Sodoma era fartura de pão. Este é um ponto muito sério, e que precisa de muita revelação de Deus. Vamos em primeiro lugar ver como Deus trata os seus filhos, este Pai que é o dono do ouro e da prata. Vejamos se Ele dá aos seus filhos grande fartura. Ele diz: “Sim, Ele te humilhou, e te deixou ter fome, e te sustentou com o maná, que nem tu nem teus pais conhecíeis; para te dar a entender que o homem não vive só de pão, mas de tudo o que sai da boca do Senhor, disso vive o homem” Deuteronômio 8.3. Como podemos verificar neste versículo, Deus até com seus filhos regenerados, precisa humilhá-los, com a finalidade de que aprendam muito mais que simplesmente serem alimentados com o pão que perece, e sim com o pão que permanece para a vida eterna. Dar tudo aos nossos filhos, e como dizem alguns: “do bom e do melhor”, não é bom para eles. O melhor, é privá-los das coisas, ainda que tenhamos condições de comprar. Este é o método de Deus para que não nos esqueçamos de Deus e digamos em nosso coração: A minha força, e a fortaleza da minha mão é que adquiriram estas riquezas (Deuteronômio 8.14-18).
Não estamos dizendo só de pão, mas tudo. Sabemos que nunca daremos valor às coisas de Deus se elas forem simplesmente dadas. Pedro diz que o Senhor nos deu tudo, mas se não acrescentarmos à fé a virtude, e a virtude o conhecimento, ficaremos infrutíferos no conhecimento de Cristo. Deus poderia dar tudo, mesmo sem pedirmos, mas o Senhor diz que é com muitas tribulações que nos importa entrar no reino de Deus (Atos 14.22). O microscópio da Palavra de Deus diz que a sangue suga tem duas filhas que se chamam: Dá, Dá (Provérbios 30.15). Esta será sempre a atitude normal dos filhos para com os pais: dá, e dá. Temos que atentar para que o Senhor diz e ter cuidado, porque esta foi uma das características que levaram Sodoma a tornar os seus moradores pecadores extremados. Uma das coisas que podemos fazer com os nossos filhos e prová-los se eles em algum momento pensam nos pobres e necessitados. Disso fala o texto também. Se as coisas e os brinquedos que não usam mais podem ser doados para crianças necessitadas. Caso eles tenham o sentimento de manter tudo, isso revela a nossa negligencia no ensino e disciplina e estaremos alimentando a sua soberba: “Engordaram-se, estão nédios (viçosos); e ultrapassam até os feitos dos malignos; não julgam com justiça a causa dos órfãos, para que prospere, nem defendem o direito dos necessitados” Jeremias 5.28. Dar tudo o que querem, só contribui para serem cada vez mais soberbos e egoístas.
O terceiro pecado de Sodoma era uma ociosidade crescente. Ociosidade é o vício de gastar tempo inutilmente. Tudo hoje no mundo é estudado para se ganhar tempo. Para a maioria das pessoas, a sua vontade era viajar para belos lugares, ficarem em bons hotéis que não necessita de nenhum trabalho, comer fora e em bons restaurantes, e principalmente ficar sem fazer nada. Quantas mulheres não dizem que gostariam que inventassem uma máquina que apertando um botão, fizesse tudo? Tudo isto para poder gastar tempo com coisas inúteis. Os campeões de ociosidade são os que produzem entretenimento, tais como: a televisão, os videogames, computadores e etc…, caso você não os utilizem adequadamente. A Palavra de Deus nos diz que devemos remir o tempo, isto é, aproveitar o maior tempo possível com coisas úteis e boas, e não andar como os néscios que gastam o tempo com coisas inúteis e más: “Vede diligentemente como andais, não como néscios, mas como sábios, remindo o tempo, porquanto os dias são maus” Efésios 5.15-16.
A ociosidade cria uma série de problemas, que com atenção, podemos facilmente constatar nas crianças. Caso este seja o diagnóstico dos seus filhos, o que acontece é que estão gastando tempo inutilmente e com coisas más. A Palavra de Deus nos diz que uma das características de um ocioso é o desperdício. O desperdiçador não tem cuidado com a sua roupa, materiais escolares, bicicleta, brinquedos, comida, e tudo estraga facilmente: “Aquele que é remisso na sua obra (ocioso) é irmão do desperdiçador” Provérbios 18.9. Lembrem-se, quem ganha tudo facilmente nunca saberá o valor das coisas, portanto, será um próspero desperdiçador. Além de ser um desperdiçador, o ocioso é um desordeiro. Quem não tem cuidado com as coisas, normalmente também não tem ordem: “Passei junto ao campo do preguiçoso (ocioso), e junto à vinha do homem falto de entendimento; e eis que tudo estava cheio de cardos, e a sua superfície coberta de urtigas, e o seu muro de pedra estava derrubado (uma desordem). O que tendo eu visto, o considerei; e, vendo-o, recebi instrução. Um pouco para dormir, um pouco para toscanejar, um pouco para cruzar os braços em repouso; assim sobrevirá a tua pobreza como um salteador, e a tua necessidade como um homem armado” Provérbios 24.31-34.
Todo ocioso é preguiçoso, é desperdiçador, é desordeiro, e normalmente apático, indolente, não tem motivação para nada, apenas aquilo que lhe agrada. Estes são problemas do mundo moderno e se você não se tornar diligente no ensino e disciplina dos seus filhos, com certeza eles serão, ou já estão sendo afetados. Antigamente os filhos ajudavam seus pais desde pequenos em seus afazeres domésticos e comerciais. Hoje em dia, os pais não pensam outra coisa senão que seus filhos estudem, usufrua dos seus bens, e façam uma boa faculdade, tornando-os projetos de homens sem experiência alguma. Passam a melhor faze de suas vidas ociosos, envolvidos em teorias e ilusões que muitas vezes nunca são alcançadas, e na maioria das vezes vivendo com amigos da mesma idade que seus pais nem ao menos tem temor de Deus, ou buscando profissões rentáveis para engordar ainda mais a sua medida. Não sou contra o estudo, sou contra a falta de vocação, e esta vocação também vem de Deus. Encontramos hoje milhares de homens e mulheres com mais de 20 anos que jamais tiveram qualquer experiência com o trabalho, nem mesmo com aqueles que seriam suas obrigações diárias. A humanidade está caminhando para o fogo, e que Deus dê sabedoria aos seus filhos para que estes possam criar os seus filhos conforme a Palavra de Deus e não conforme o curso deste mundo: “E desejamos que cada um de vós mostre o mesmo zelo até o fim; para completa certeza de esperança; para que não vos torneis indolentes, mas sejais imitadores dos que pela fé e paciência herdam as promessas” Hebreus 6.11-12.
No livro de Gálatas, capítulo 4, verso 1, nos ensina que mesmo que sejamos herdeiro de tudo, no princípio não diferimos em nada de um servo, até o tempo determinado pelo Pai. Com isto Deus nos ensina, que mesmo que possamos ter empregados em nossas casas, os filhos não devem diferir deles no que diz respeito ao aprendizado dos afazeres domésticos. Os filhos necessitam de tarefas e com estas tarefas aprendem muitas coisas que um dia servirá para que eles também possam governar as suas casas. Deus no Jardim do Éden, apesar de prover tudo para o homem, ordenou que ele lavrasse e cuidasse do jardim, cuidando com isso que eles não ficassem ociosos. As tarefas diárias para os filhos são uma necessidade. Comece com as suas próprias coisas como: cama, roupas, banheiro, brinquedos, lanche e etc…: “Em todo trabalho há proveito; meras palavras, porém, só encaminham para a penúria” Provérbios 14.23.
Lembrando o que já dissemos acima, não podemos nos esquecer que os habitantes de Sodoma não fortaleciam a mão do pobre e do necessitado. Este é um assunto até para os pais que tem ajuntado para o fogo, e não ajuntado tesouros no céu. Muitos fazem intercambio com pessoas de outros países, que tal fazermos um intercambio com uma família pobre? Tenho certeza que será de muita valia para os dois. Lembra do que Jesus disse quando convidarmos alguém para ir a nossa casa? Ele disse: “E dizia também ao que o tinha convidado: Quando deres um jantar, ou uma ceia, não chames os teus amigos, nem os teus irmãos, nem os teus parentes, nem vizinhos ricos, para que não suceda que também eles te tornem a convidar, e te seja isso recompensado. Mas, quando fizeres convite, chama os pobres, aleijados, mancos e cegos, e serás bem-aventurado; porque eles não têm com que to recompensar; mas recompensado te será na ressurreição dos justos” Lucas 14.11-14. Pode-se também pensar em um estágio de alguns dias em algum orfanato da cidade. Tenho certeza que será de muita valia por toda vida.
Não devemos nos esquecer que para tudo tem um tempo determinado, e a criação dos nossos filhos não é somente disciplina e ensino. Também devemos separar um tempo para a atenção, o lazer e as brincadeiras com os nossos filhos. Eles precisam ser supridos da atenção e companheirismo dos pais para não se sentirem atraídos pela atenção dos outros e pelo mundo. Os filhos devem ter prazer nos pais, e para isto temos que investir no lado afetivo da família. Tanto no casamento como na criação dos filhos isto é algo muito importante, para que eles não sintam que nós pais só nos achegamos a eles para disciplinar. A alegria é uma das coisas que nos atrai à comunhão com Deus, ainda que Ele seja um Pai que nos disciplina: “Far-me-ás ver a vereda da vida; na tua presença há fartura de alegrias; à tua mão direita há delícias perpetuamente” Salmos 16.11. Se Ele fosse apenas disciplinador e não presente, bondoso e amoroso, com certeza isto nos levaria a ter medo dEle e nos afastaria.
Em Efésios, capítulo 6, verso 4, Deus nos mostrou que devemos criar nossos filhos na disciplina e admoestação do Senhor. Somente colocar limites, dar tarefas, e privá-los de algumas coisas não é o suficiente. Os nossos filhos precisam de tudo isto, mas principalmente da disciplina e admoestação do Senhor. Em primeiro lugar, vemos a disciplina do Senhor. Podemos encontrar vários meios de disciplinar, mas a única que funciona é a disciplina do Senhor. A disciplina do Senhor é usar uma varinha. Varinha mesmo, um pequeno pedaço de galho de alguma árvore, e ela pode ser correspondente ao tamanho da criança: “Nos lábios do entendido se acha a sabedoria; mas a vara é para as costas do que é falto de entendimento” Provérbios 10.13. A vara é o meio que Deus determinou, para que nossos filhos sejam disciplinados. E já que é a Palavra de Deus, ela só funciona se a usarmos por fé. Não se pode usar outro meio, tais como: tapa, cinta, chinelo, etc…, daí não será mais disciplina do Senhor, portanto, não podemos esperar resultados. Alguns querem dizer que esta vara não é literal, mas se ela não fosse não deixaria vergões como diz Provérbios 20.30. Até mesmo Paulo foi julgado tolo injustamente e sofreu os seus açoites! (Atos 16.23).
Encontramos no coração da criança, como pudemos ver, a estultícia, a soberba, e é somente a vara da correção que poderá afugentar esta estultícia dela: “A estultícia está ligada ao coração da criança; mas a vara da correção a afugentará dela” Provérbios 22.15. É precioso sabermos que Deus proveu para nós um meio de afugentar de nossos filhos esta estultícia, mesmo que eles não sejam regenerados. Imagine se eles fossem entregues à sorte até que Deus fizesse uma obra em seus corações? Portanto ela é uma bendita providência de Deus. Outra benção da varinha, é que nos traz a promessa de livrar os nossos filhos do inferno: “Não retires da criança a disciplina; porque, fustigando-a tu com a vara, nem por isso morrerá. Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno” Provérbios 23.13-14. Um ponto que muitas pessoas tem dúvidas é quando começar a disciplinar. No versículo acima, Deus nos ensina que não devemos retirar da criança a disciplina. Se deixarmos de disciplinar a criança uns 6 meses, estaremos retirando por seis meses a disciplina, medite nisso. Aí alguém poderá dizer: – Mas é tão pequenininha? É pequenininha, mas já nasceu em iniquidade e tem um coração bem definido para a perversidade. Todo pai ou mãe deve iniciar a disciplina quando notar de forma aparente a estultícia. Estultícia não são coisas de crianças que podemos notar facilmente e que todas tem, mas aquilo que mostra rebeldia.
Poupar a vara é falta de amor, “melhor é a repreensão aberta do que o amor encoberto”. Disciplinar deixa feridas, mas fiéis são as feridas feita por aquele que ama (Provérbios 27.5-6). Aquele que ama não deixa de disciplinar seu filho a seu tempo: “Aquele que poupa a vara aborrece a seu filho; mas quem o ama, a seu tempo o castiga” Provérbios 13.24. Até mesmo na disciplina tem um tempo. Não é para discipliná-lo todo tempo, mas em todo tempo que a disciplina for necessária, onde detectarmos rebeldia. Esta disciplina do Senhor, que é a varinha, não deve ser nunca retardada, pois, enquanto ela estiver sendo usada haverá esperança: “Corrige a teu filho enquanto há esperança; mas não te incites em destruí-lo” Provérbios 19.18. Incitar a destruí-lo, é dizer ao seu filho que ele não tem mais jeito, não tem mais cura. Sempre estamos no tempo quando cremos na Palavra de Deus, sabendo que tudo foi escrito para o nosso ensino, e que pela paciência e consolação provenientes das Escrituras tenhamos esperança (Romanos 15.4).
A disciplina do Senhor como pudemos ver é a varinha, e a repreensão ou admoestação do Senhor é a Sua Palavra. Estas duas coisas devem andar juntas. Só a vara, ou só a Palavra não trará ao nosso filho sabedoria, nem aos pais descanso. Nestes versículos abaixo, podemos saber se nossos filhos estão sendo bem criados no Senhor ou não. Caso não passem no crivo da Palavra de Provérbios 29, nos versos 15 e 17 está faltando para ela a vara e a repreensão: “A vara e a repreensão dão sabedoria; mas a criança entregue a si mesma envergonha a sua mãe. Corrige a teu filho, e ele te dará descanso; sim, deleitará o teu coração” Provérbios 29.15,17. Se teu filho estiver te envergonhando, tem-lhe dado muito trabalho e tristeza, e não descanso, isso mostra que ele precisa ser disciplinado e admoestado. A repreensão deve sempre ser feita com a Palavra de Deus, porque somente Ela é útil para ensinar, para repreender, para corrigir, e para instruir em justiça, para que eles sejam homens e mulheres de Deus (II Timóteo 3.16) acompanhada da vara da correção.
Tudo tem um tempo determinado, menos a Palavra de Deus. Ela deve ser falada aos nossos filhos a tempo e fora de tempo: “E estas palavras , que hoje te ordeno, estarão no teu coração; e as ensinarás a teus filhos, e delas falarás sentado em tua casa e andando pelo caminho, ao deitar-te e ao levantar-te” Deuteronômio 6.6-7. Mesmo aqueles filhos que já estão em fase adulta, ou casados, Deus nos ensina que eles precisam saber e aprender, independente de sexo ou idade: “Congregai o povo, homens, mulheres e pequeninos, e os estrangeiros que estão dentro das vossas portas, para que ouçam e aprendam, e temam ao Senhor vosso Deus, e tenham cuidado de cumprir todas as palavras desta lei; e que seus filhos que não sabem, ouçam, e aprendam a temer ao Senhor, todos os dias que viverdes sobre a terra…” Deuteronômio 31.12-13.
Deus nos ensina que devemos repreender nossos filhos com a Palavra de Deus, porque ela é viva e eficaz, e mais penetrante do que espada alguma de dois gumes. Ela faz divisão de alma e de espírito, e é apta para discernir os pensamentos e as intenções do coração (Hebreus 4.12). Com tantos sofismas no mundo, e tudo sendo colocado na mente de nossos filhos, nada irá derrubar isto deles, somente a palavra de Deus. Além de destruir tudo o que se ergue contra o conhecimento de Deus, leva todo pensamento à obediência a Cristo (II Coríntios 10.45). A Palavra falada aos nossos filhos fica neles, e isto os guarda, os ensina e os livra em todo o tempo e principalmente quando não estão debaixo dos nossos olhos: “Filho meu, guarda o mandamento de teu pai, e não abandones a instrução de tua mãe; ata-os perpetuamente ao teu coração, e pendura-o ao teu pescoço. Quando caminhares, isso te guiará; quando te deitares, te guardará; quando acordares, falará contigo. Porque o mandamento é uma lâmpada, e a instrução uma luz; e as repreensões da disciplina são o caminho da vida” Provérbios 6.20-23.
Quando criança, é necessário fustigar com a vara, mas quando ele se torna menino, devemos ainda andar com a vara, mas usar somente a Palavra. Deus nos ensina isto quando Moisés conduzia o povo de Israel através do deserto. Ele instruiu Moisés, na primeira vez, a tomar a vara e ferir a rocha. Na segunda vez, Deus disse que era para ele levar a vara, mas falar a rocha (Números 20.8) Assim também deve ser quando a criança se torna menino: “Ensina o menino no caminho em que deve andar, e até quando for velho não se desviará dele” Provérbios 22.6. Se usarmos a vara da correção quando ainda são crianças, a estultícia fugirá dele e a Palavra ensinada irá permanecer nos seus corações. Como já dizemos, esta foi a maneira como Deus providenciou a nós pais, até que os nossos filhos cheguem a uma experiência real de regeneração. Somente as Sagradas Escrituras pode nos tornar sábios e tornar nossos filhos sábios para a salvação (II Timóteo 3.15). Os ímpios tem olhos mas não vêem, tem ouvidos mas não ouvem, mas nós, os que cremos, podemos dizer que temos sido ensinados; temos os olhos abertos e os ouvidos e para ouvir. Diante disto o Espírito diz: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”.
E não enganemos a nós mesmos, porque se formos apenas ouvintes e não praticantes, iremos colher mais tarde aquilo que estivermos plantando. Se for na carne iremos colher corrupção, mas se for no Espírito ceifaremos vida eterna. Se formos ouvintes e praticantes seremos bem-aventurados naquilo que fizermos (Tiago 1.23-25). Amém.
O SEXO
“Deixará o homem a seu pai e a sua mãe,
e unir-se-á a sua mulher e serão os
dois uma só carne” Genêsis 2.24.
Este é um assunto que para muitos é um tabu, principalmente quando se tem uma idéia errada de que o sexo é algo imundo e pecador. O sexo, como tudo que Deus criou é santo, os homens, por causa da dureza dos seus corações é que deturparam tudo: “Eis que isto tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitas invenções” Eclesiastes 7.29.
Tudo que Deus fez foi muito bom, os homens é que tornaram as coisas santas de Deus em imundícies. O problema do homem não é o sexo, mas a prostituição, os adultérios, os maus pensamentos que saem de dentro de seu coração e o contamina (Marcos 7.21-23). Como também não é o vinho o problema, mas a bebedice que é um pecado que está no coração do homem. O sexo foi criado por Deus como um dever matrimonial, como ato matrimonial, e especialmente como uma devida benevolência entre o casal.
O relacionamento entre marido e mulher é uma figura do relacionamento de Deus para conosco. Em ambos alcançamos conhecimento: “Conheceu Adão a Eva, sua mulher…” Gênesis 4.1. “E desposar-te-ei comigo (desposar-se aqui, tem o mesmo sentido do relacionamento mais íntimo de um homem com a sua esposa) para sempre; sim, desposar-te-ei comigo em justiça, e em juízo, e em amorável benignidade, e em misericórdias; e desposar-te-ei comigo em fidelidade, e conhecerás ao Senhor” Oséias 2.19-20. Veja que o resultado deste relacionamento conosco é conhecimento de Deus. Voltando ao texto de Gênesis 4.1, encontramos a mesma expressão “conhecer”.
O sexo é imundo para aqueles que são corrompidos e incrédulos, porque tanto a sua mente como as suas consciências estão contaminadas (Tito 1.15). O que precisamos saber, é que o sexo foi criado por Deus para prazer e conforto do casal e não somente para procriação. Se fosse apenas para procriação, as mulheres teriam cios como os animais. Vejamos o texto da Palavra de Deus em Gênesis capítulo 18, verso 12, que nos mostra isso quando diz: “Sara então riu-se consigo, dizendo: Terei ainda prazer depois de haver envelhecido, sendo também o meu senhor já velho?”. Nesta passagem bíblica, vemos o anjo anunciando que Sara com noventa anos, e Abraão com noventa e nove teriam um filho. O que primeiro veio a mente de Sara, é se ela teria prazer com noventa anos de relacionar-se com seu marido para ter um filho.
O sexo foi criado por Deus para que os casais se alegrem, como uma brincadeira de amor: “Ora,depois que ele se demorara ali muito tempo, Abimeleque, rei dos filisteus, olhou pela janela, e viu, e eis que Isaque estava brincando com Rebeca, sua mulher. Então chamou Abimeleque a Isaque, e disse: Eis que na verdade é tua mulher; como pois disseste: É minha irmã? Respondeu-lhe Isaque: Porque eu dizia: Para que eu porventura não morra por sua causa” Gênesis 26.8-9. Abimeleque, rei dos filisteus, viu que a brincadeira de Isaque com Rebeca era brincadeira de marido e mulher e não de irmão com irmã.
O sexo é uma necessidade e uma graça dada por Deus para que o casal tenha comunhão e se conheça. Jesus disse certa vez, quando falava sobre o divórcio, que um homem ou mulher só pode estar livre do sexo se Deus lhe der condições para isto: “Ele, porém, lhes disse: Nem todos podem aceitar esta palavra, mas somente aqueles a quem é dado. Porque há eunucos que nasceram assim; e há eunucos que pelos homens foram feitos tais; e outros há que a si mesmos se fizeram eunucos por causa do Reino dos céus. Quem pode aceitar isso, aceite-o.” Mateus 19.11-12.
O sexo é tão importante e necessário na vida do casal, que o Espírito nos exorta a não nos afastarmos dele a não ser por motivo de oração, mas deve-se não demorar muito tempo para que não haja tentação maligna: Não vos negueis um ao outro, senão de comum acordo por algum tempo, a fim de aplicardes à oração e depois vos ajuntardes outra vez, para que Satanás não vos tente pela vossa incontinência.” I Coríntios 7.5. Nos versos 3 e 4, a mesma Palavra de Deus nos ensina que a relação sexual, é uma dívida que cada um tem com seu parceiro, porque o corpo da mulher pertence ao marido e o corpo do marido pertence a mulher: “O marido pague à mulher o que lhe é devido, e do mesmo modo a mulher ao marido . A mulher não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim o marido; e também da mesma sorte o marido não tem autoridade sobre o seu próprio corpo, mas sim a mulher”. O marido deve saciar-se no seio de sua esposa, e vice versa para que nenhum sofra privações e busque satisfazer-se em outros: “Seja bendito o teu manancial; e regozija-te na mulher da tua mocidade. Como corça amorosa, e graciosa cabra montesa saciem-te os seus seios em todo o tempo; e pelo seu amor sê encantado perpetuamente. E por que, filho meu, andarias atraído pela mulher licenciosa, e abraçarias o seio da adúltera?” Provérbios 5.18-20.
O sexo é um apetite natural e biológico implantado por Deus no homem, como o comer, o beber, e etc… Apesar de ele ser um apetite natural, vimos que o seu valor excede a ser somente um ato físico. O sexo é parte da união de duas pessoas unidas por Deus, incluindo suas mentes, emoções, almas, e espíritos assim como seus corpos. O valor real do sexo criado por Deus só pode ser experimentado por pessoas regeneradas, do contrário ele só conhecerá as aberrações que o pecado o transformou. O sexo só é carnal para aqueles que são carnais. Para os espirituais, aqueles que nasceram do Espírito, o sexo é espiritual, ainda que venha de uma apetite natural e biológico. Tudo para o que nasceu da carne é carnal, e tudo para o que nasceu do Espírito passa a ser espiritual (João 3.5).
Antes do casamento, o corpo do rapaz ou da moça, pertence a Jesus. A virgindade é para Deus. Após o casamento, Jesus entrega o corpo do marido à esposa, e o corpo da esposa ao marido. Como vimos anteriormente, existe uma lei que Deus dá aos casais, e que se observado com diligência, será uma benção para os dois, que diz: “Quem é casado cuida das coisa do mundo, em como há de agradar a sua mulher, e está dividido. A mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor para serem santas, tanto no corpo como no espírito; a casada, porém, cuida das coisas do mundo, em como há de agradar ao marido” I Coríntios 7.33-34. O nosso corpo é o templo do Espírito Santo, e entregar este corpo a uma mulher, ou a um homem que não seja seu marido ou esposa, é considerado pecado por Deus, porque seus corpos não pertencem a eles, mas a Jesus, portanto é prostituição, estão profanando o templo de Deus. Quando Deus os casam, então Ele entrega o corpo que é Seu ao parceiro, daí em diante não mais é prostituição, mas conhecimento. Deus não é contra o sexo naqueles que Ele ajuntou, mas o considera pecado quando entregam seus corpos sem que Deus os tenham casado: “Fugi da prostituição. Qualquer outro pecado que o homem comete, é fora do corpo; mas o que se prostitui peca contra o seu próprio corpo” I Coríntios 6.18.
Como podemos ver, o sexo é para aqueles que Deus ajuntou, e os casou. A partir do casamento, os dois estão no tempo de Deus de abraçar (Eclesiastes 3.5). Antes do casamento é tempo de abster-se de abraçar. Para o sexo, Deus também tem o seu tempo determinado, e este tempo é a partir do casamento. Quem ainda não tem o seu marido ou a sua esposa para cuidar, cuida das coisas do Senhor para serem santos. A virgindade, tanto do rapaz como da moça, é sinal de santidade para Deus. A virgindade é necessária, porque Deus não pensa em unir duas pessoas que não se pertencem. Como Deus sabe quem pertence a quem, Ele considera um grave pecado uma das partes se entregar a outro que não seja a sua, e sem a sua aprovação: “Ora, José era formoso de porte e de semblante. E aconteceu depois destas coisas que a mulher do seu senhor pôs os olhos em José, e lhe disse: Deita-te comigo. Mas ele recusou, e disse à mulher do seu senhor: Eis que o meu senhor não sabe o que está comigo em sua casa, e entregou em minha mão tudo o que tem; ele não é maior do que eu nesta casa; e nenhuma coisa me vedou, senão a ti, porquanto és sua mulher. Como, pois, posso eu cometer este grande mal, e pecar contra Deus? Entretanto, ela instava com José dia após dia; ele, porém, não lhe dava ouvidos, para se deitar com ela, ou estar com ela. Mas sucedeu, certo dia, que entrou na casa para fazer o serviço; e nenhum dos homens da casa estava lá dentro. Então ela, pegando-o pela capa, lhe disse: Deita-te comigo! Mas ele, deixando a capa na mão dela, fugiu, escapando para fora” Gênesis 39.6-10.
O relacionamento entre o casal é uma coisa tão santa para Deus, que Ele abomina tudo que quebra essa união, como por exemplo: o divórcio, o adultério, a fornicação, a prostituição, e etc…: “Honrado seja entre todos o matrimônio e o leito sem mácula; pois aos devassos e adúlteros, Deus os julgará” Hebreus 13.4. Deus está atento para os leitos, e onde há mácula, alguma mancha, algo que não seja lícito, Deus detesta: “Pois eu detesto o divórcio, diz o Senhor Deus de Israel, e aquele que cobre de violência o seu vestido; portanto cuidai de vós mesmos, diz o Senhor dos exércitos; e não sejais infiéis” Malaquias 2.16.
O padrão divino do relacionamento amoroso, afetivo, sexual de um casal, está no livro de Cantares. No Livro de Cantares, Deus através do Seu Espírito nos ensina como o marido deve tratar sua esposa, e como a esposa deve tratar seu marido na área afetiva. O Livro de Cantares não é obsceno como alguns julgam, mais é a perfeita expressão do amor e da comunhão de Cristo e Sua Igreja, e este mesmo relacionamento de amor deve ser do casal (Efésios 5.25): “Beije-me ele com os beijos de sua boca; porque melhor é o seu amor do que o vinho. A uma égua dos carros de Faraó eu te comparo, ó amada minha. O meu amado é para mim como um saquitel de mirra, que repousa entre os meus seios. Eis que és formosa, ó amada minha, eis que és formosa; os teus olhos são como pombas. Eis que és formoso, ó amado meu, como amável és também; o nosso leito é viçoso. Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte sobre mim era o amor. Sustentai-me com passas, confortai-me com maçãs, porque desfaleço de amor. A sua mão esquerda esteja debaixo de minha cabeça, e a sua mão direita me abrace. Como és formosa, amada minha, eis que és formosa. Os teus seios são como dois filhos gêmeos da gazela, que se apascentam entre os lírios. Tu és toda formosa amada minha, e em ti não há mancha. Já despi a minha túnica; como a tornarei a vestir? já lavei os meus pés; como os tornarei a sujar? O meu amado meteu a sua mão pela fresta da porta, e o meu coração estremeceu por amor dele. Quão formosa, e quão aprazível és, ó amor em delícias. O teu umbigo como uma taça redonda, a que não falta bebida; o teu ventre como montão de trigo de lírios. Essa tua estatura é semelhante à palmeira, e os teus seios aos cachos de uvas. Disse eu: Subirei à palmeira, pegarei em seus ramos; então sejam os teus seios como os cachos da vide, e o cheiro do teu fôlego como o de maçãs, e os teus beijos como o bom vinho para o meu amado, que se bebe suavemente, e se escoa pelos lábios e dentes”.
Eu creio que não pode haver poesia, e palavras de amor mais lindas do que estas. O que encontramos nestes versos de amor não tem nada de impuro, mas de amor, um amor não fingido, um amor santo, um amor de um homem e de uma mulher para com sua esposa e seu esposo. Isto é santo, é imaculado quando parte de um coração regenerado. Que Deus instrua a nós homens neste caminho Santo, e nos ensine o que realmente significa amar as nossas esposas como Cristo amou a Igreja, pois conhecemos muito pouco deste amor maravilhoso, e também ensine as nossas esposas a serem submissas aos seus maridos. Esperemos tudo na graça e na misericórdia do Senhor. Amém.
“Não tendes lido que o Criador os fez desde o princípio homem e mulher, e que ordenou: Por isso deixará o homem a seu pai e mãe, e unir-se-á a sua mulher; e serão os dois uma só carne? Assim já não são mais dois, mas uma só carne. Portanto o que Deus ajuntou, não o separe o homem” Mateus 19.4-6.
“Por isso deixará o homem a seu pai e a sua mãe, e se unirá a sua mulher, e serão os dois uma só carne. Grande é este mistério, mas eu falo em referência a Cristo e à Igreja” Efésios 5.31-32.
“Eu achei uma coisa mais amarga do que a morte, a mulher cujo coração são laços e redes, e cujas mãos são grilhões; quem agradar a Deus escapará dela; mas o pecador virá a ser preso por ela” Eclesiastes 7.26.
“Goza a vida com a mulher que amas, todos os dias da tua vida vã, os quais Deus te deu debaixo do sol, todos os dias da tua vida vã; porque este é o teu quinhão nesta vida, e do teu trabalho, que tu fazes debaixo do sol” Eclesiastes 9.9.
“Cova profunda é a boca da adúltera; aquele contra quem o Senhor está irado cairá nela” Provérbios 22.14.
“Bebe a água da tua própria cisterna, e das correntes do teu poço. Seja bendito o teu manancial; e regozija-te com a mulher da tua mocidade” Provérbios 5.15, 18.
“Isto, porém, vos digo, irmãos, que o tempo se abrevia; pelo que, doravante, os que têm mulher, como se não possuíssem; e os que usam deste mundo, como se dele não usasse em absoluto, porque a aparência deste mundo passa” I Coríntios 7.29-31.
“E o próprio Deus de paz vos santifique completamente; e o vosso espírito, e alma e corpo sejam plenamente conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo” I Tess 5.23.
A PROMESSA
“Confirma a tua promessa ao teu servo,
que se inclina ao teu temor” Salmo 119.38.
Precisamos crescer muito no conhecimento e na graça de nosso Senhor Jesus Cristo. A responsabilidade que encontramos, e principalmente para com o cabeça, em relação à sua família é muito grande. E isto não somente a ele, mas também a esposa, que é sua principal auxiliar em sua missão.
No capítulo anterior, estivemos atentando para a Palavra de Deus, no que diz respeito a responsabilidade de uma esposa regenerada para com seu marido. Vimos que ela pode ser uma vergonha para o seu marido, ou uma mulher virtuosa, e a mulher virtuosa excede a das finas jóias.
Aquele que atenta prudentemente para a Palavra de Deus prosperará, e feliz é aquele que confia no Senhor (Provérbios 16.20). Devemos atentar mais diligentemente para as coisas que temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas (Hebreus 2.1). Estes estudos que estamos fazendo não contém toda a revelação que cada um deve ter da Palavra de Deus no que diz respeito à família, mas é o mínimo necessário para que esta Palavra venha fazer em nós aquilo para que foi enviada (Isaías 55.11), e devemos com diligência buscá-La mais e mais.
Cada um de nós tem da parte de Deus esta responsabilidade para com os nossos, e cada um dará conta de si mesmo a Deus (Romanos 14.12). Quando olhamos para a Palavra, devemos considerar a bondade e a severidade de Deus (Romanos 11.22), mas a severidade é para com os que caem; nestes, Deus não tem prazer. Para conosco é a bondade de Deus, porque não somos daqueles que retrocedem para a perdição, mas daqueles que crêem para a conservação da alma (Hebreus 10.38-39).
Louvado seja Deus, pois ele fez um pacto conosco de nunca se desviar de nos fazer bem (Jeremias 32.40), e é para esta bondade de Deus, e para este pacto que Deus fez conosco, que nós vamos olhar em seguida. Antes de falar sobre os filhos, vamos ver na Palavra de Deus o que Ele diz a respeito da salvação dos nossos filhos.
Em primeiro lugar, eu quero que fique bem claro, que eu com este estudo, não estou garantindo a salvação de todos os filhos dos regenerados, esta é uma área que só pertence a Deus, e à ação da Sua Misericórdia. É fato que Deus quer que todos os homens sejam salvos, e cheguem ao pleno conhecimento da verdade, mas também sabemos que não há quem busque a Deus, nem sequer um, e nossos filhos não são diferentes. A única diferença que encontramos na Palavra de Deus, é que os filhos são santos por estarem debaixo do mesmo teto que um pai, ou mãe, ou ambos regenerado (I Corintios 7.14), e isto é que nós vamos atentar para ver o que isto significa, com muito critério, para não cairmos numa heresia cega.
Por certo aqueles que crêem na eleição de Deus, já pensaram nisto: – Será que meus filhos são eleitos de Deus? Para isto temos uma resposta clara: “Não são os filhos da carne que são filhos de Deus, mas os da promessa é que são contados como descendência” Romanos 9.8. Um filho que geramos na carne, não se torna uma obrigação de salvação para Deus. Por outro lado, ele também não está excluído da salvação, como também não está qualquer pessoa na face da terra, e é um pecador como qualquer outro.
Sobre isto, você poderá pensar: – “mas se ele não é um eleito, nada que eu faça adiantará, e se for, de uma maneira ou de outra ele será salvo por Deus”. Toda confusão é causada quando tiramos nossas conclusões sem conhecimento, esta é a razão humana, que está em oposição ao coração de Deus. Se nossa razão não pode entender isto, e não deve, o único meio é buscar de Deus os seus caminhos e os seus pensamentos na Sua Palavra.
Vamos entender melhor quando olharmos com atenção o texto da Palavra de Deus de Gênesis, capítulo 18, verso 19 que diz: “Porque eu o tenho escolhido, a fim de que ele ordene a seus filhos e a sua casa depois dele, para que guardem o caminho do Senhor, para praticarem retidão e justiça; a fim de que o Senhor faça vir sobre Abraão o que a respeito dele tem falado”. Neste texto, Deus estava se dirigindo aos três anjos que vieram para destruir Sodoma e Gomorra, dizendo que Abraão, que é nosso pai, era um escolhido Seu, e que Ele o havia escolhido para que ordenasse a seus filhos e a sua casa que guardassem o caminho do Senhor. Neste texto, vemos claramente que a eleição é pessoal, mas ela tem uma finalidade muito mais abrangente que a salvação individual. O plano de Deus começa por um membro da família, mas seu propósito se estende para toda a família. Não se apresse em questionar isto, todo julgamento precipitado só abre precedentes para o maligno.
Deus sempre olhou para o homem, pensando numa grande família. Vemos isto em sua criação. A mulher não foi feita por Deus apenas como uma fonte geradora de filhos, mas para que fosse juntamente com o homem uma só carne. Quando regenerados, o homem não é qualificado de maneira diferente da mulher, mas todos são considerados um em Cristo (Gálatas 3.28), e participantes da mesma graça da vida (I Pedro 3.7). Assim é também com a família. Quando Deus olha para a família, ainda que somente uma pessoa seja regenerada, ela vê através desta pessoa, a promessa estendida a todos, porque todos os que crêem, estão debaixo da benção que Deus fez a Abraão, e esta benção não é pessoal, mas para toda a família: “Em ti serão benditas todas as famílias da terra” Gênesis 12.3.
Quanto a isto você poderá dizer: – “mas o que temos nós a ver com Abraão, e com o povo judeu?”. Com a regeneração, nos tornamos judeus, não na carne, mas no espírito (Romanos 2.29), e sendo judeus, somos participantes de todas as promessas, e também da adoção, dos pactos, da glória, e etc… Quando vemos na Palavra de Deus uma promessa para o povo judeu, nunca podemos considerar que estamos fora dela, porque em todas, nós somos participantes: “Tantas quantas forem as promessas de Deus, está nele o sim, e por ele o amém, para a glória de Deus por nosso intermédio” II Coríntios 1.20.
Como já dissemos anteriormente, Deus nunca une um casal para dar a eles um aval para a carne. Quando une um casal, a finalidade desta união é a família, e não somente o bem estar dos dois. Neste caso, Deus estaria avalizando um sentimento egoísta. É fato que a responsabilidade é bem maior quando se tem uma família, mas o Senhor é a força da nossa vida. Considerando apenas isto, já podemos começar a compreender porque a esposa incrédula é santificada pelo marido crente, e o marido incrédulo é santificado pelo convívio com a mulher crente, e porque os filhos são santos e não imundos (I Coríntios 7.14). O Espírito não está neste versículo, dizendo que uma pessoa incrédula será salva porque convive com uma pessoa regenerada, pois logo abaixo no verso 16, O Espírito Santo fala que ninguém pode dizer que este ou aquele será salvo, mas que ela é participante das mesmas promessas, porque tais promessas, não são apenas para o indivíduo, mas para a família.
O que o Espírito de Deus quer nos mostrar, é que temos promessas maravilhosas para a nossa família, e que devemos atentar com diligência para elas, pois são promessas para a benção de nossa casa, e se temos tais promessas, não podemos negligenciá-las de modo nenhum, porque daremos conta desta negligência.
Quando alguém pensa em casar, deve-se saber que o casamento é uma responsabilidade muito grande, porque requer disciplina, governo, submissão, ensinamento, zelo e principalmente temor a Deus, pois para isto é que Deus criou a família, para ser glorificado por ela. Do contrário, é melhor ficar como o apóstolo Paulo mesmo disse: só (I Coríntios 7.8). Alguém que pensa em se casar e não formar uma família,está fora dos propósitos de Deus, neste caso é melhor ficar só. Ou ficamos só, ou devemos pensar em uma família, do contrário, estaremos andando segundo o coração dos homens.
Bem, se há alguma coisa diversa, Deus também nos revelará, mas o que o Espírito está dizendo à Igreja, é que estamos sendo avisados por Deus de coisas que ainda não vemos, portanto, devemos andar segundo o que a Palavra nos ensina a respeito de como tratar os nossos filhos, marido ou esposa que ainda não são regenerados. Estamos tratando deste assunto, porque com certeza ele despertará um maior zelo da nossa parte, no que diz respeito à disciplina, correção, admoestação e ensino de seus filhos, e amor para com as esposas, e submissão para com os maridos e etc…, pois temos grandes promessas. Que triste seria se andássemos conforme a Palavra de Deus nos ensina, e não pudéssemos ter esperanças. O justo viverá da fé, e não poderia haver fé se não houvesse as promessas.
Em seguida, encontramos na Palavra de Deus o testemunho de Noé. Ele é quem achou graça aos olhos de Deus (Gênesis 6.8), e esta graça se estendeu a toda a sua família (Gênesis 7.1). Diante desta promessa, vemos que a atitude de Noé foi preparar a salvação de sua família, e nós, os que cremos, devemos atentar para o êxito de sua carreira, e imitar-lhe a fé: “Pela fé Nóe, sendo divinamente avisado das coisas que ainda não se viam, sendo temente a Deus, preparou uma arca para a salvação de sua família; e por esta fé condenou o mundo, e tornou-se herdeiro da justiça que é segundo a fé” Hebreus 11.7. Como Noé, nós nos tornamos herdeiros da justiça pela fé, e devemos também como exemplo, preparar uma arca para a salvação de nossa família. Tudo que foi escrito para nosso ensino foi escrito, e foi escrito para que pela constância e pela consolação que há nas Escrituras tenhamos esperança. Apesar deste exemplo ser uma figura, ela foi escrita com a finalidade de nos trazer esperança. Aleluia!
O sacrifício de Jesus serviu também à descendência de Abraão (Hebreus 2.16), e em Êxodo 12, dos versos 3a 13, nos mostra que o sangue dos cordeiros, que é a figura de Jesus, foi colocado nas vergas das portas, e era suficiente para salvar todos os que estavam naquela casa: “Mas o sangue vos será por sinal nas casas em que estiverdes; vendo eu o sangue, passarei por cima de vós, e não haverá entre vós praga para vos destruir, quando eu ferir a terra do Egito”. Que revelação gloriosa de Deus neste versículo! É por isso que o Espírito nos diz que nossa esposa, ou marido ou filhos são santos. Eu não estou me apegando a um versículo somente, se bem que um bastaria, mas vamos continuar caminhando na Palavra de Deus e nosso coração irá se alegrar cada vez mais com suas promessas.
O testemunho de Raabe é também mais uma passagem que nos traz consolação, pois em Josué, capítulo 2, versos 18 e 19, nos mostram que a promessa dada a ela foi a mesma: “Eis que, quando entrarmos na terra, atarás este cordão de fio escarlata à janela pela qual nos fizeste descer; e recolherás em casa contigo teu pai, tua mãe, teus irmãos e toda a família de teu pai. Qualquer que sair fora das portas da tua casa, o seu sangue cairá sobre a sua cabeça, e nós seremos inocentes; mas qualquer que estiver contigo em casa, o seu sangue cairá sobre a nossa cabeça se nele se puser mão”.
Em todas estas promessas, vemos o total cumprimento por parte de Deus, nenhuma de todas as suas palavras caíram por terra (Josué 21.45). Os que não entraram são somente os que não creram ( Hebreus 3.18-19), e para isto temos o exemplo de Ló. Quando os anjos chegaram a Sodoma, a promessa de salvação era para toda a sua casa: “Então disseram os homens a Ló: Tens mais alguém aqui? Teu genro, e teus filhos, e tuas filhas, e todos quantos tens na cidade, tira-os para fora deste lugar”. Somente ele, sua mulher e duas filhas saíram, mas mesmo assim, sua mulher não pode ser salva porque não creu. Não estamos aqui questionando a salvação eterna das filhas de Ló, somente o fato da promessa e da misericórdia de Deus como uma esperança para nós: “Ele, porém, se demorava; pelo que os homens pegaram-lhe pela mão, a ele, à sua mulher, e às suas duas filhas, sendo-lhe misericordioso o Senhor. Assim o tiraram e o puseram fora da cidade”. Gênesis 19.12, 16.
Quando encontramos nas Escrituras promessas de Deus para nós, sempre vemos estas promessas sendo estendidas aos nossos filhos, pois Ele diz: “As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre. Também o Senhor teu Deus circuncidará o teu coração, e o coração de tua descendência, a fim de que ames ao Senhor teu Deus de todo o teu coração e de toda a tua alma, para que vivas” Deuteronômio 29.29; 30.6. “E lhes darei um só coração, e um só caminho, para que me temam para sempre, para seu bem e o bem de seus filhos, depois deles; e farei com eles um pacto eterno de não me desviar de fazer-lhes o bem…” Jeremias 32.39-40.
Quando Jesus chegou a Zaqueu, anunciou-lhe a benção de Abraão, e esta benção envolvia toda a sua casa, e assim também foi com o nobre (João 4.53), com Cornélio (Atos 11.14), com Lídia (Atos 16.15), e Crispo (Atos 18.8): “Disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, porquanto também este é filho de Abraão” Lucas 19.9. O mais precioso versículo que na Palavra de Deus sobre a promessa de Deus para a nossa casa, é a do carcereiro de Filipos. O apóstolo Paulo conhecia bem esta promessa de Deus quando lhe disse: “Crê no Senhor Jesus e serás salvo, tu e a tua casa” Atos 16.31. Não sabemos se a casa deste carcereiro foi salva, mas a promessa nunca se tornou inválida por isso, se formos infiéis, Deus permanece fiel, porque não pode negar-se a si mesmo (II Timóteo 2.13). Nesta palavra está tudo o que precisamos saber para que nossa casa seja salva: apenas crer. Creia e verás a glória de Deus, retenha firme a confissão de sua esperança, porque aquele que fez a promessa é fiel. Porque na esperança fomos salvos. Ora, a esperança que se vê não é esperança; pois o que alguém vê, como o espera? Mas, se esperamos, com paciência o aguardamos (Romanos 8.24-25).
Todas as vezes que encontramos na Palavra exemplos de obediência e desobediência a Deus por parte dos filhos, vemos por trás a iniqüidade ou a santidade de seus pais como exemplo. Atentem para estes versículos que falam da obediência dos pais e conseqüentemente dos filhos: “No ano vinte e sete de Jeroboão, rei de Israel, começou a reinar Azarias, filho de Amazias, rei de Judá. O nome de sua mãe era Jecolia, de Jerusalém. E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Amazias, seu pai” (I Reis 15.9-11; 22.41-43; II Reis 15.1-3; etc…). Em seguida, atentem para os versículos que falam da desobediência dos pais e conseqüentemente dos filhos: (I Reis 14.21-22; 15.1-3, 25-26; 16.29-30; 22.51-52; etc…).
O testemunho dos pais, como pudemos ver, teve grande influência na vida de seus filhos. Tanto a benção como a maldição vem sobre a família, apesar da maldição só caminhar até a terceira ou quarta geração, e isto por causa da misericórdia de Deus, mas a benção se estende até mil gerações (Êxodo 20.5-6).
Devemo-nos atentar diligentemente para as coisas que temos ouvido, para que em tempo algum nos desviemos delas, porque encontramos negligência de muitos pais que conheceram a Deus, mas viram seus filhos se perderem. Entre eles encontramos Eli e Samuel:“Naquele mesmo dia cumprirei contra Eli, de princípio a fim, tudo quanto tenho falado a respeito da sua casa. Porque já lhe fiz saber que hei de julgar a sua casa para sempre, por causa da iniqüidade de que ele bem sabia, pois os seus filhos blasfemavam a Deus, e ele não os repreendia” I Samuel 3.12.
Nós os que cremos, devemos lançar mão da esperança proposta, pois tem uma grande recompensa. Necessitamos de perseverança, para que, depois de havermos feito a vontade de Deus, alcancemos a promessa (Hebreus 10.35-36). Por fé, já podemos dizer como Josué: “Eu e a minha casa serviremos ao Senhor” Amém.